Arquivo de Esportes

Olimpíadas 2008

Em regata emocionante e polêmica, dupla Scheidt/Prada confirma reação com prata

A estrela de Robert Scheidt, agora junto de Bruno Prada, brilhou mais uma vez nas Olimpíadas. Nesta quinta-feira, nas águas de Qingdao, na China, a dupla brasileira confirmou ascensão na disputa da classe Star e ficou com a medalha de prata, depois de uma regata emocionante, disputada até a chegada do último barco.

E foi justamente a última colocação dos suecos Loof e Ekstrom na prova decisiva aliada à terceira colocação da embarcação brasileira que assegurou a prata para o Brasil. Os donos do ouro foram Percy e Simpson, do Reino Unido, e o bronze acabou com a dupla da Suécia, que iniciou a regata da medalha em primeiro no geral.

- Qualquer uma delas estava bom. Estamos muito felizes, porque tivemos uma semana dura, velejamos mal… Mas em nenhum momento deixamos o moral cair. Valeu muito conquistar uma medalha para o Brasil - diz Robert Scheidt.

Reprodução: Globoesporte.com

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Psicologia do Esporte

Fator psicológico é fundamental para sucesso no esporte

Os recentes insucessos de ginastas olímpicos brasileiros nas Olimpíadas de Pequim, como Diego Hypólito e Daiane Santos, comprovam que, para uma equipe ou esportista ser bem-sucedido, não basta que seus atletas estejam fisicamente preparados e que clubes e federações tenham bons patrocinadores. O aspecto psicológico é fundamental para a obtenção de bons resultados. Essa é opinião de Maria Aparecida da Câmara Nery, pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo) especialista em psicologia do esporte. Nery apresentará palestra sobre o tema no próximo dia 3 de setembro, no Palácio das Convenções do Anhembi. O evento faz parte do Fórum Sports Business, maior que reúne especialistas de diversas áreas do esporte. A pesquisadora explicará o conceito de psicologia de esporte enfocando a preparação de equipes e o papel da liderança e da motivação no sucesso das modalidades de alto rendimento.

Segundo Nery, “a preparação psicológica é o grande diferencial de uma equipe. Ela é tão importante quanto os aspectos técnico e prático, porque antes de qualquer treinamento o profissional deve lidar com os relacionamentos pessoais”.

A psicologia começou a ser uma ferramenta importante do esporte entre as décadas de 1950 e 1960, quando os EUA e a antiga União Soviética disputavam a hegemonia mundial em todas as modalidades. No Brasil, a primeira experiência com êxito aconteceu na Copa do Mundo de 1958, quando João Carvalhaes aplicou métodos de acompanhamento psicológico na preparação da seleção que se sagraria campeã do torneio.

A partir dos anos 1990, psicologia e esporte se tornaram conceitos inseparáveis. Clubes e federações passaram a investir cada vez mais na preparação integral de seus atletas. Como explica Nery, “a psicologia já faz parte da linguagem do profissional de educação física. Aos poucos essa visão passou a ser uma exigência na sua formação. Treinadores bem-sucedidos, como Wanderley Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari, dão grande importância à preparação psicológica e ao aspecto motivacional da equipe”.

Palestra “Psicologia do Esporte”
Palestrante: Maria Aparecida da Câmara Nery
Data: 3/9, das 14h às 15h30
Local: Palácio das Convenções do Anhembi, no Congresso Internacional de Esporte e Lazer (Fórum Sports Business).

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Olimpíadas 2008

Brasil passa fácil pelo Japão e chega à 5ª semi seguida no vôlei feminino

Nem parecia um jogo de mata-mata. A seleção brasileira feminina de vôlei não encontrou dificuldade para vencer o Japão por 3 sets a 0 nesta terça-feira, com parciais de 25-12, 25-20 e 25-16, garantindo assim vaga na semifinal dos Jogos Olímpicos de Pequim.

O resultado coloca o Brasil pela quinta vez seguida na semifinal olímpica do vôlei feminino. A seleção, bronze em Atlanta-1996 e Sydney-2000, e quarta colocada em Barcelona-1992 e Atenas-2004, irá jogar na próxima quinta-feira contra o vencedor do duelo entre Rússia a China.

O Brasil segue com um aproveitamento excepcional em Pequim. A seleção ganhou os seis jogos que realizou no campeonato pelo placar de 3 sets a 0. É o time com a melhor campanha da competição.

A equipe começou a partida com sua formação ideal, com as ponteiras Paula Pequeno e Mari, as centrais Fabiana e Walewska, a oposto Sheilla, a levantadora Fofão e a líbero Fabi.

E logo o Brasil mostrou a sua credencial. Com um bom saque, implodiu o ponto forte das adversárias, a defesa. A passagem de Mari pelo serviço provocou estrago. Com oito seguidos, o Brasil fez 11-3 no placar.

Neste momento do jogo, o técnico japonês Shoichi Yanagimoto já havia pedido tempo duas vezes. A conversa, entretanto, não surtiu efeito. As asiáticas continuaram batendo cabeça, inclusive literalmente, como no choque da líbero Yuko Sano com a ponteira Saori Kimura.

Uma série de largadinhas de Mari e ataques de Paula deixaram a situação ainda mais cômoda para a seleção. A parcial foi definida em apenas 18 minutos, com o placar de 25-12 para o Brasil, após a meio-de-rede Erika Araki atacar para fora uma bola na paralela.

No segundo set, o Brasil deu a impressão de que iria arrasar de novo. Um bloqueio de Fabiana fez 6 a 2 para o país. A partir daí, a defesa japonesa passou a funcionar melhor. E as brasileiras precisaram ter muita tranqüilidade para colocar a bola no chão.

Um ataque de Kimiru diminuiu a vantagem brasileira para apenas um ponto (12-11). O técnico José Roberto Guimarães pediu tempo, mas as japonesas seguiram perseguindo a virada. Entretanto, um bloqueio de Paula Pequeno fechou o set em 25 a 20.

O terceiro set foi o mais equilibrado de todos. O Japão finalmente conseguiu se acertar no sistema defensivo, dificultando as ações de ataque do Brasil. Zé Roberto mudou o time, colocando Jaqueline no lugar de Mari.

A seleção melhorou. Com cinco pontos seguidos, tomou a dianteira do marcador (14-11) para não mais sair. Fabiana fechou o jogo em 25 a 16.

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Olimpíadas 2008

Renata e Talita derrotam australianas e se garantem nas semifinais das Olimpíadas

Após uma dura batalha contra as norueguesas Maaseide e Glesnes pela vaga nas quartas-de-final, na última sexta-feira, Renata saiu abatida de quadra:

- Se a gente continuar assim, vai ficar difícil.

Neste domingo, a carioca se redimiu. Com uma grande atuação ao lado de sua parceira Talita, levou um susto no final do primeiro set, mas bateu Cook, campeã olímpica em 2000, e sua nova parceira, Barnett. As brasileiras venceram as australianas por 2 a 0, parciais de 24/22 e 21/14, garantindo a classificação para as semifinais dos Jogos de Pequim.

Com o resultado, Renata e Talita se preparam para tentar o que as compatriotas Ana Paula e Larissa não conseguiram: derrotar as americanas Walsh e May, atuais campeãs olímpicas, para lutar pelo ouro.

Reprodução G1

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Olimpíadas 2008

Sandro Viana, classificado nos 200 m, alfineta o “showman” Bolt

O velocista Sandro Viana, único brasileiro a seguir na disputa olímpica dos 200 m rasos, não perdeu a chance de alfinetar neste domingo o campeão dos 100 m Usain Bolt, da Jamaica, que compete também nos 200 m.

Bolt, que quebrou o recorde mundial na final olímpica dos 100 m, com o tempo de 9s69, não perde a chance de fazer gracinhas para as câmeras nem mesmo durante as corridas, e teria “falta de espírito olímpico”, na visão de Viana. O velocista ganhou o primeiro ouro da história para a Jamaica nos 100 m rasos.

Durante a eliminatória deste domingo, o jamaicano diminuiu o ritmo durante o final da prova, displicentemente deixando a primeira colocação para o corredor de Trinidad e Tobago, Rondell Sorrillo.

“Não é certo o que ele fez. Acho que o atleta tem que correr pensando no tempo, sempre olhando para a linha de chegada, e não para o público”, disse Viana, ainda na pista do Ninho de Pássaro.

O brasileiro conseguiu a vaga nas quartas-de-final durante a sétima série classificatória. Viana chegou em quarto lugar, e seu tempo de 20s84 ficou entre os oito melhores do dia, o que lhe deu direito de prosseguir na disputa olímpica.

“Eu larguei mal, normalmente em três ou quatro passadas estou na frente de dois ou três atletas, mas dessa vez tive que usar energia para correr atrás”, declarou Viana, avaliando sua prova.

O atleta brasileiro seguiu para a vila olímpica para descansar, já pensando nas quartas-de-final, que serão disputadas na noite do mesmo dia em Pequim, às 9h05 da manhã desta segunda-feira no Brasil.

Além de não aprovar o comportamento de Bolt nas pistas, Viana pôs em dúvida a superioridade do jamaicano. “Ele está três níveis à frente do resto, o que é bem estranho. A biomecânica mostra que para correr os 100 m, um atleta, mesmo de ponta, precisa de mais de 45 passos. Ele deu 39. A ciência não bate.”

Apesar de incentivar a polêmica em torno do desempenho impressionante de Bolt em Pequim-2008, Viana se exime de acusações mais graves. “Não estou falando se é doping ou não, cabe à Wada (Agência Mundial Antidoping) decidir.”

Reprodução UOL

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Olimpíadas 2008

Confiante, Jadel Gregório passa para a final do salto triplo

RIO - Jadel Gregório precisou de apenas um salto para garantir sua vaga na final do salto triplo, que acontece na manhã da próxima quinta-feira, no Estádio ‘Ninho de Pássaro’. Com o salto de 17,15m, Jadel passou com a nona melhor marca e não precisou das outras duas chances que podia para conseguir saltos melhores. Confiante, o brasileiro espera realizar na final a sua melhor marca, de 17,90m.

- A qualificação para a final é de 17,10m e eu saltei tranqüilo, porque na final é que importa e eu vou saltar muito bem. Venho treinando para fazer meu melhor aqui. Se saltar 17,90m, vou ficar feliz e acho que esse salto dá pódio. Vamos torcer para dar tudo certo. Estou muito confiante, bem treinado e vamos para a final - disse um confiante Jadel Gregório em entrevista ao Sportv.

O britânico Phillips Idowu, com 17,44m, passou à final com a melhor marca, seguido pelo português Nelson Evora, com 17,34m, e o chinês Yanxi Li, que saltou 17,30m, assim como o cubano Arnie David Girat. O outro brasileiro na prova, Jefferson Sabino, queimou uma das tentativas e conseguiu como melhor marca um salto de 16,45m, não passando à final.

Saiba quem são os finalistas:
Phillips Idowu (GBR) - 17,44m

Nelson Evora (POR) - 17,34m

Yanxi Li (CHI) - 17,30m

Arnie David Girat (CUB) - 17,30m

Leevan Sands (BAH) - 17,25m

Igor Spasovkhodskiy (RUS) - 17,23m

Onochie Achike (GBR) - 17,18m

Marian Oprea (ROM) - 17,17m

Jadel Gregório (BRA) - 17,15m

Hector Fuentes (CUB) - 17,14m

Momchil Karailiev (BUL) - 17,12m

Viktor Kuznyetsov (UCR) - 17,11m

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Gols da Rodadas

Gols da Rodadas


Imagens: Tv Globo

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Olimpíadas

Ginástica do Brasil fica sem medalhas nos Jogos de Pequim

A ginástica brasileira terminou sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim sem medalhas. Diego Hypólito caiu no último exercício de sua apresentação no solo e não conseguiu a sonhada medalha de ouro. O atleta terminou em 6º lugar e pediu desculpas à torcida brasileira. No feminino, Daiane dos Santos também ficou em 6º no solo e Jade Barbosa foi a 7ª colocada no salto.

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Olimpíadas 2008

Paulo Goulart e Nicete Bruno de olhos em Pequim

Foto: William Volcov / News Free
Em entrevista exclusiva na última terça-feira (12) para a jornalista Vanessa Carvalho da News Free, o ator Paulo Goulart afirmou estar acompanhando as olimpíadas e tem preferência pelos jogos coletivos, que são como o Teatro, embora está gostando das competições de judô, já a esposa e atriz Nicete Bruno, diz estar gostando muito do futebol feminino.

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Olimpíadas 2008

Ana Paula e Larissa perdem para americanas e estão fora dos Jogos

As brasileiras Ana Paula e Larissa foram eliminadas das Olimpíadas de Pequim. Elas perderam para as americanas Walsh e May por 2 sets a 0, com parciais de 21/18 e 21/15. Formada às pressas após a lesão de Juliana, a dupla brasileira errou muitos saques e parou no bloqueio das americanas, que seguem sem perder um set sequer. “Demos o máximo em quadra, mas elas erraram menos”, lamentou Larissa.

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Olimpíadas 2008

Phelps leva oitavo ouro e deixa Pequim com o título de maior atleta olímpico

Xinhua

O oitavo ouro consagrador não poderia vir tão fácil. O nadador americano de peito Brandon Hansen passou o bastão para Michael Phelps na terceira colocação. O fenômeno da natação, de apenas 23 anos, teria que provar mais uma vez por que é o maior atleta olímpico da história. Nenhum problema. Desta vez, ele foi decisivo. Só com a sua tradicional e incrível virada colocou a equipe dos Estados Unidos na liderança da final do 4x100m medley, a última prova da natação nos Jogos Olímpico de Pequim. Agora era só Jason Lesak, que já havia “salvado a medalha no 4x100m livre”, segurar o australiano Eamon Sullivan e garantir o tão sonhado oitavo ouro de Phelps na competição. Foi sofrido, bem mais do que o previsto, mas Lezak bateu na frente, e Phelps se despediu da China como o maior campeão olímpico da história.

A equipe americana ainda bateu o recorde mundial com o tempo de 3m29s34. A Austrália garantiu a prata com o tempo de 3m30s04. Japão ficou com o bronze em 3m31s18. O antigo recorde mundial, 3m30s68, também era dos americanos

A estrela americana conquistou em Pequim uma medalha dourada a mais que o também nadador americano Mark Spitz nas Olimpíadas de Munique 1972. Phelps venceu na China os 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley e nos revezamentos 4x200m livre, 4x100m livre e 4x100m medley. No entando, como Phelps não conseguiu quebrar a marca dos 100m borboleta, os dois nadadores empataram em número de recordes mundiais conquistados nas duas edições olimpícas.

Recorde somando todas Olimpíadas

Além do recorde de ouros em uma mesma edição dos Jogos Olímpicos, Phelps também conquistou em Pequim o maior número no geral. Com 14 ouros em três Olimpíadas (Sydney, Atenas e Pequim), Phelps supera as nove medalhas douradas conquistadas por Carl Lewis (atletismo, em quatro Olimpíadas), Mark Spitz (natação, em duas Olimpíadas), Paavo Nurmi (atletismo, em três Olimpíadas) e Larissa Latynina (ginástica artística, em três Olimpíadas). Em Atenas, Phelps garantiu seis ouros (100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley e revezamentos 4x100m medley e 4x200m livre) e dois bronzes (200m livre e 4x100m livre).

Reprodução: GE

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Olimpíadas 2008 - Futebol

Brasil vence Camarões por 2 a 0 e está nas semifinais das Olimpíadas

Brasil e Argentina fazem um dos jogos das semifinais das Olimpíadas, na terça-feira, às 10 horas de Brasília, em Pequim. A Seleção Brasileira venceu Camarões por 2 a 0 na prorrogação, e a Argentina derrotou a Holanda por 2 a 1, na prorrogação, depois de empate em 1 a 1 no tempo normal.

O outro jogo das semifinais será entre Bélgica e Nigéria, também na terça-feira, às 10 horas de Brasília, em Xangai. A Bélgica derrotou a Itália por 3 a 2, e a Nigéria venceu Costa do Marfim por 2 a 0.

Na partida em Shenyang, Brasil elimina Camarões

Oito anos depois, a história não se repetiu. Diferentemente do que aconteceu nas Olimpíadas de Sydney, a Seleção Brasileira venceu Camarões neste sábado por 2 a 0, em Shenyang, eliminando o adversário e assegurando a vaga nas semifinais das Olimpíadas de Pequim.

Divulgação
O jogo foi muito disputado, e decidido somente na prorrogação, mas no final prevaleceu a melhor qualidade técnica do Brasil, um time que marcou 11 gols na competição e não sofreu nenhum em quatro jogos disputados.

Rafael Sobis e Marcelo fizeram os gols da Seleção Brasileira, que enfrenta na terça-feira, em Pequim, às 10 horas de Brasília, o vencedor do confronto entre Argentina e Holanda, partida que acontecerá neste sábado às 10 horas de Brasília.

O jogo começou muito truncado, com lances de choque principalmente da parte de Camarões, e em conseqüência com a marcação de faltas em série - com dois minutos, o lateral Baning foi punido com cartão amarelo.

A Seleção de Camarões tentava se impor na força física, seus jogadores apelavam em parar os lances com faltas, algumas violentas, mas a Seleção Brasileira não se intimidava, tentando colocar a bola no chão, para responder com o toque de bola e movimentação. Faltava, no entanto, objetividade nos lances de frente, sem conseguir oportunidades para concluir, o que fez aos 18 minutos, em chute de Rafael Sobis de fora da área.

Camarões marcava forte, em cima, e isso criava muitas dificuldades para a Seleção Brasileira jogar. O time adversário também não ameaçava o goleiro Renan, que fez uma única defesa, ao desviar um chute de fora da área, para córner - as equipes não tiveram chance de abrir o marcador na primeira fase.

Tanto apelou para as faltas que Camarões ficou com menos um jogador em campo, já aos seis minutos do segundo tempo - Baning recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Ainda assim, o time adversário continuou mais preocupado em se impor nas divididas, com o recurso das faltas, mas sem nenhuma força para chegar à frente, o que deixou Renan sem trabalhar - o goleiro só era acionado em bolas atrasadas ou levantadas na área.

A Seleção Brasileira, que concentrava muito o jogo pelo meio da área, passou a procurar mais as laterais do campo, e melhorou. Anderson tentou duas vezes, de fora da área, assim como Thiago Neves o fez logo que pegou na bola, ao entrar no lugar de Hernanes.

O time ficou mais ofensivo, o que obrigou Camarões a recuar de vez para o seu campo. Aos 35 minutos, Diego foi derrubado na entrada da área, em falta perigosa que Ronaldinho cobrou desviando na barreira. O Brasil insistiu, cercou a área adversária em busca do gol que não saiu, levando assim o jogo para a prorrogação.

Na prorrogação, a vaga nas semifinais com gols de Rafael Sobis e Marcelo

Na prorrogação, o Brasil continuou mais com a bola, tocando-a de um lado para o outro, em busca de uma brecha para conseguir as jogadas de área ou o chute de longe.

O time de Camarões se defendia com disposição, e arriscava tudo nos contra-ataques, mas sem ameaçar Renan, exceto em um único lance em que o goleiro cortou um cruzamento com um soco, e a bola sobrou para o jogador de Camarões chutar pelo alto.

Aos 10 minutos do primeiro tempo da prorrogação, o Brasil chegou ao gol. Diego tomou uma bola e fez ótimo passe para Rafael Sobis arrancar e chutar certeiro, no canto, indefensável para o goleiro.

O time de Camarões, sem alternativa, teve então de sair para jogo. Era o que a Seleção Brasileira precisava para fazer prevalecer a sua maior categoria. Foi o que aconteceu aos 14 minutos, em lance de troca de passes entre Ronaldinho, Thiago Neves e Marcelo que terminou com um belo toque do lateral-esquerdo para o fundo da rede, no segundo gol do Brasil.

O jogo e a vaga do Brasil nas semifinais estavam decididos. Renan ainda marcou presença, com a sua única defesa difícil na partida, mas o placar chegou ao final com os 2 a 0 merecidos em favor da Seleção Brasileira.

O Brasil venceu com Renan, Rafinha, Alex Silva, Breno e Marcelo; Hernanes (Thiago Neves), Lucas, Anderson e Diego (Ramires); Ronaldinho e Rafael Sobis (Jô).

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Ouro da natação

Reuters
César Cielo vence os 50m livre

César Cielo fez história nos Jogos Olímpicos de Pequim ao conquistar a primeira medalha de ouro da natação brasileira na final dos 50m livre, na noite desta sexta-feira, no Cubo d’Água. O brasileiro entrou na água determinado e liderou a prova mais veloz da natação do início ao fim.

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Red Bull X-Fighters

Rebeaud vs. Lusk: Clima de Revanche no Red Bull X-Fighters Alemanha

Suíço vai em busca do título por antecipação na quinta etapa do circuito mundial de motocross freestyle

O circuito mundial de motocross freestyle Red Bull X-Fighters chega à sua quinta etapa em clima de revanche: na pedreira de Wuppertal, na Alemanha, o líder do certame, Mat Rebeaud, enfrenta o campeão do X-Games –, a olimpíada de esportes radicais – Jeremy Lusk.

Divulgação

Rebeaud tem sido o homem a ser batido na temporada 2008 do X-Fighters, com quatro vitórias até aqui, mas o suíço caiu diante de Lusk na finalíssima do X-Games, há duas semanas na Califórnia.

Lusk, por sua vez, ainda busca a primeira vitória na carreira no Red Bull X-Fighters – o melhor resultado do americano foi um terceiro lugar na etapa do Texas.

Na locação inédita da pedreira de Wuppertal, diante de 14 mil pessoas (os ingressos já estão esgotados), Rebeaud poderá conquistar o título por antecipação, já que seu principal rival no campeonato, o também americano Jeremy Stenberg – vencedor da segunda etapa, no Sambódromo do Rio em maio – está fora da disputa, devido a uma lesão no polegar. Assim, somente o australiano Robbie Maddison, terceiro competição, mantém possibilidades matemáticas de bater Rebeaud.

“A prata no X-Games foi decepcionante”, admite Rebeaud, que vinha à frente de Lusk até errar uma manobra no final. “Mas agora estou mais motivado do que nunca para levar esse título na Alemanha”.

Lusk, porém, trará um truque na manga para Wuppertal: a manobra Double Grab Flip, utilizada pelo americano para vencer o X-Games e que – ainda – não faz parte do repertório de Rebeaud.

O Red Bull X-Fighters Alemanha acontece nesse sábado, 16/8, às 16h pelo horário de Brasília.

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Olimpíadas 2008

Com muitos erros e sem Giba, Brasil perde para Rússia

A seleção brasileira de vôlei masculino perdeu por 3 sets a 1 para a Rússia, nesta quinta-feira, em partida marcada por muitos erros de contra-ataque. Giba, que não jogou na vitória do Brasil contra a Sérvia, entrou no final da partida ainda sentindo tendinite no ombro direito e permanece uma incógnita para a equipe que pega a forte Polônia no sábado.

O time, que vinha de duas vitórias, contra Egito e Sérvia, jogou melhor “em alguns momentos” em relação ao desempenho apresentado na Liga Mundial, afirmou o técnico Bernardinho, mas falhou em contra-ataques contra uma Rússia que abusou da potência de seus jogadores para dificultar a recepção brasileira.

O capitão Giba, que sentiu dor em treino dia 11 causada pela tendinite, afirmou que seu ombro está bom, apesar de ainda doer, e evitou dizer se estará preparado para uma partida completa contra a Polônia, que apresenta estilo de jogo parecido com o da Rússia.

“O Brasil tem 12 jogadores e o Dante (ponta) está jogando bem. Eu posso jogar, mas agora os outros jogadores estão jogando melhor e também estão melhor fisicamente”, disse Giba ao ser perguntado se jogará contra a Polônia. “A competição é longa e precisamos pensar nas outras partidas.”

Depois de ganhar o primeiro set por 25 a 22, o Brasil perdeu o segundo por 26 a 24, apresentando problemas na recepção e na armação de jogadas de contra-ataque.

O terceiro set, o mais emocionante do jogo, terminou em 31 a 29 para a Rússia, depois de ralis em vários pontos e do Brasil perder set points, um deles em erro de saque de André Nascimento.

“Perdemos a paciência sim em alguns momentos. Perdemos no detalhe”, disse Bernardinho, que reclamou da arbitragem, mas acredita que ela não foi decisiva para o resultado final. “Os erros dos árbitros não eliminam o fato de termos errado contra-ataques e de a Rússia ter jogado melhor.”

O quarto set abriu com uma vantagem de três pontos para Rússia, mas o Brasil conseguiu empatar em 6 a 6.

A torcida tentava espantar o frio do gelado Capital Gymnasium comemorando cada ponto de cada lado do placar, mas o nome do Brasil era o mais ouvido. Em 10 a 10, André Nascimento subiu para cortar diante de bloqueio de Maxim Mikhaylov, que não conseguiu evitar o ponto brasileiro.

Apesar disso, o bloqueio russo se mostrava mais eficiente que as subidas de André Nascimento, e Bernardinho chamou Anderson para o lugar do jogador. Reclamando muito da marcação dos árbitros, o Brasil perdia por quatro pontos e o técnico brasileiro não parava de coçar a cabeça de nervosismo com a defesa de seu time.

O treinador brasileiro acabou colocando Giba no lugar de Dante no meio do último set, mas em dois fortes ataques cruzados do capitão, o time russo conseguiu fazer a recepção.

“Coloquei o Giba no jogo porque o Dante caiu um pouco no ataque naquele momento e ele (Giba) disse que a dor estava mais branda”, disse Bernardinho, acrescentando que não colocou Giba logo no início da partida porque o ponta Murilo teve uma boa partida contra a Sérvia.

Bernardinho chegou a colocar Rodrigão para reforçar o bloqueio com Giba e Gustavo, mas, mesmo assim, a bola não parava de cair do lado brasileiro. A Rússia acabou fechando o set em 25 a 19 e a partida, de virada, por 3 a 1.

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Phelps faz História

EUA vencem 4x200m livre com recorde e Phelps leva 11º ouro
Xinhua
Xinhua
Os Estados Unidos garantiram a medalha de ouro no revezamento 4x200 metros livre com novo recorde mundial e Michael Phelps conseguiu seu 11º ouro olímpico na carreira.

Xinhua

A Rússia ficou com a medalha de prata, e a Austrália garantiu o bronze.

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Olimpíadas 2008

Tiago Camilo garante terceiro bronze do judô em Pequim

Atual campeão mundial e medalha de prata em Sydney-2000, Tiago Camilo conquistou nesta terça-feira a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim, a terceira do judô e do Brasil na Olimpíada.

Com essa medalha, o judô passa a ser a modalidade com mais medalhas olímpicas para o país, com 15, superando a vela, que tem 14.

O judoca, um dos favoritos ao ouro na categoria meio-médio (até 81 quilos), se emocionou bastante com a conquista e chorou depois da vitória sobre o holandês Guillaume Elmont na decisão do bronze.

Elmont, derrotado pelo sul-coreano Jaebum Kim em uma das semifinais, desistiu do combate após ser imobilizado por Camilo. O brasileiro já tinha vantagem de wasari na luta quando conseguiu a imobilização.

Durante a luta contra o holandês, Camilo sentiu um problema na mão esquerda. Ele já havia sofrido uma lesão no dedinho da mão direita em Pequim.

Melhor judoca do Mundial do Rio, no ano passado, Tiago Camilo iniciou sua campanha em Pequim com uma vitória sobre o japonês Taksahi Ono, com um wazari e dois yukos. Na segunda luta, contra o iraniano Hamed Mohammadi, o brasileiro venceu por ippon.

Mas, no terceiro combate, o inesperado: perdeu do alemão Ole Bischof, que também conseguiu um ippon.

Já na repescagem, passou pelo norte-americano Travis Stevens com um koka de vantagem, e depois venceu o britânico Euan Burton com um wazari.

Tiago Camilo foi prata nos Jogos de Sydney, em 2000, na categoria até 73 quilos, aos 18 anos, e não se classificou para Atenas-2004.

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Olimpíadas

Michael Phelps comemora mais uma medalha de ouro

Foto: Jed Jacobsohn - Getty Images

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Olimpíadas 2008

Com o judô, Brasil ganha as duas primeiras medalhas em Pequim

O judô deu ao Brasil as duas primeiras medalhas nos Jogos de Pequim. A atleta Ketleyn Quadros conquistou o bronze, uma medalha inédita para o judô feminino nas Olimpíadas. Ela derrotou a australiana Maria Pekli. Em apenas 23 segundos, Leandro Guilheiro derrubou o iraniano Ali Malomat e garantiu o bronze.

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Brasileirão 2008

Gols da Rodada

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