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Uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Time, Jill Bolte Taylor lança o livro

Hoje considerada pela revista Time uma das cem pessoas mais influentes do mundo, a neuroanatomista Jill Bolte Taylor, também professora e pesquisadora não poderia imaginar o quanto o acidente vascular cerebral (AVC) que sofreu em 1996, mudaria sua vida.

No livro que ganhou o título de A Cientista que Curou seu próprio Cérebro, lançamento da Ediouro no mês de agosto, ela conta sua experiência desde a consciência do que estava acontecendo no momento do derrame, como encarou o problema e a sua interferência na reconstrução do próprio cérebro, nos oito anos de sua recuperação.

Divulgação
Uma história surpreendente que a tornou conhecida nos Estados Unidos e no mundo.

Em 10 de dezembro de 1996, Jill Taylor, que tinha 37 anos, acordou com uma dor penetrante atrás do olho esquerdo, mas seguiu sua rotina. No banho, já com a visão turva e sem distinguir onde era o começo e o final do próprio braço, ela se deu conta do que acontecia: “Caramba, estou tendo um derrame”. Teve tempo de ligar para seu escritório e pedir ajuda. Em poucos minutos já não compreendia a voz do outro lado da linha. Não andava, não falava, não lia nem escrevia.

“Estranhamente, a sensação era ótima”, declara Taylor.

Um amigo a levou ao hospital, onde passou por uma cirurgia, seguida por oito anos de recuperação. O desejo de contar aos outros sobre o estado de nirvana que atingiu, a motivou fortemente a se curar.

Por ser neuroanatomista, Jill sabia da capacidade de regeneração do cérebro após sofrer uma lesão, e a partir de seu conhecimento, estabeleceu uma disciplina que diz ter sido fundamental para sua recuperação que chamou de auto-reprogramação das funções cerebrais por meio do controle de sentimentos.

Após alguns meses os vários circuitos afetados pelo derrame voltaram a funcionar e foi justamente quando percebeu que sua escolha entre estimulá-los ou não, fazia diferença. Ela percebeu que certos pensamentos estimulam os circuitos emocionais e resultam numa resposta fisiológica – boa ou ruim. “Todos nós temos a habilidade de escolher em que focar nossa mente”, diz.

Depois de oito anos de muito trabalho e com o auxílio de uma terapeuta e de sua mãe que a ensinou ler novamente, montar quebra-cabeças, se alimentar e ir ao banheiro, Jill se considera totalmente recuperada, todos os seus movimentos voltaram, recuperou a fala, voltou a lecionar, mora sozinha e é totalmente independente. Alguns poderiam dizer que hoje ela é a mesma pessoa que era antes do derrame, mas essa afirmação seria falsa. Depois do AVC, que atingiu o lado esquerdo de seu cérebro, área responsável pelo pensamento lógico, Jill entrou em contato com seu hemisfério direito, que seria a área mais criativa e não pretende abandonar todo o conhecimento adquirido com esse lado menos “rígido”, muito pelo contrário, em “A Cientista que Curou o próprio Cérebro” ela divide sua experiência com os leitores.

Sua palestra de 18 minutos dada na conferência TED - fórum anual para a apresentação de idéias científicas inovadoras - está disponível na internet e mais de dois milhões de pessoas assistiram ao vídeo, e mais de 20 mil ao dia continuam a fazê-lo.

Também recebe mais de 100 e-mails de fãs ao dia. Alguns deles são cientistas especializados no estudo do cérebro, fascinados com o fato de que uma colega tenha sofrido um derrame e agora tenha podido retornar e traduzir essa experiência.

Livro: A Cientista que Curou seu próprio Cérebro
Autor: Jill Bolte Taylor
Nº de páginas: 224
Preço: R$ 29,90

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