Na Bienal do Livro

Com o tema “É possível um ensino público de qualidade?”, Valéria Souza da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria de Estado da Educação, apontou as soluções

De acordo com Valéria, o sistema atual de educação comporta 2,5 mil professores e 5 milhões de alunos em 5.390 escolas no Estado de São Paulo. Para “dar conta” de cada uma destas unidades, Valéria explica que o governo criou 10 metas para serem implementadas até 2010.
O foco das ações anunciadas é melhorar a qualidade do ensino público paulista. De acordo com a palestrante, São Paulo já venceu o desafio da inclusão, com 98,6% das crianças de 7 a 14 anos em escola e 90% dos jovens de 15 a 17 anos estudando. “O objetivo agora é melhorar cada vez mais o aprendizado oferecido”, diz.
A primeira meta é alfabetizar todas as crianças do Estado com 8 anos de idade. Como o aprendizado é um processo cumulativo, a alfabetização já na fase inicial vai elevar o aproveitamento dos estudantes em toda a vida escolar.

Outra meta é oferecer aos alunos paulistas um ano a mais de estudo, passando de oito para nove anos de Ensino Fundamental.

O governo também anunciou a meta de reduzir em 50% as taxas de reprovação na 8ª série do Ensino Fundamental, além de reduzir em 50% os índices de reprovação no Ensino Médio.

Para ampliar o aprendizado dos alunos com mais dificuldade, o governo irá implantar programas de recuperação nas séries finais de todos os ciclos (2ª, 4ª e 8ª séries do Fundamental e 3ª série do Médio).

Outra meta é atender toda a demanda de jovens e adultos por Ensino Médio. Será incluída em toda a rede o aprendizado profissionalizante. O governo também vai buscar a elevação em 10% nas avaliações externas nacionais e estaduais, como Saresp, Saeb e Prova Brasil.

Professores, diretores e coordenadores terão à disposição programa de formação continuada a ser realizado nas 5.300 escolas estaduais.

Para isso, haverá o uso da tecnologia de informação, com itens como a instalação de computadores ligados à Internet em todas as salas de professores. Todas as escolas também terão laboratórios de informática e de ciência.
A merenda escolar será descentralizada ou municipalizada nas 30 cidades que ainda têm alimentação diretamente ligada ao Estado.

Cerca de R$ 1,7 bilhão será investido em obras para que, como última meta, sejam construídas 74 escolas e reformadas/ampliadas 77.

Todas as escolas terão laboratórios de informáticas e de ciência, além de salas de professores com computadores, impressoras e ambiente multimídia.

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