Arquivo de 29 de Março de 2008

Curiosidade: Agronegócio

Agronegócio

Com uma população superior a 170 milhões, o Brasil tem um dos maiores mercados consumidores do mundo. Hoje, cerca de 80% da produção de alimentos é consumida internamente e apenas 20% são embarcados para mais de 209 países. Em 2003, o Brasil vendeu mais de 1.800 diferentes produtos para mercados estrangeiros. Além dos importadores tradicionais, como Europa, Estados Unidos e os países do Mercosul, os produtos agronegócio tem chegado aos mercados da Ásia, Oriente Médio e África.

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Especial Presidentes do Brasil

Affonso Augusto Moreira Penna

Quinto Período de Governo Republicano - 15.11.1906 a 15.11.1910
1ª fase : 15.11.1906 a 14.06.1909

Afonso Pena - Divulgação
Nascimento: Santa Bárbara-MG, em 30.11.1847
Falecimento: Rio de Janeiro(DF)-RJ, em 14.06.1909
Profissão: Advogado
Período de Governo: 15.11.1906 a 14.06.1909 (02a07m)
Idade ao assumir: 59 anos
Tipo de eleição: direta
Votos recebidos: 288.285 (duzentos e oitenta e oito mil e duzentos e oitenta e cinco)
Posse: em 15.11.1906, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor Rui Barbosa.

Observação: Faleceu em 14.06.1909, sendo substituído pelo Vice-Presidente

Vice-Presidente: Nilo Procópio Peçanha

Nascimento: Campos - RJ, em 02.10.1867
Falecimento: Rio de Janeiro (DF) - RJ, em 31.03.1924
Profissão: Advogado
Período de Governo: 15.11.1906 a 14.06.1909 (02a07m)
Idade ao assumir: 39 anos
Tipo de eleição: direta
Votos recebidos: 272.529 (duzentos e setenta e dois mil e quinhentos e vinte e nove)
Posse: em 15.11.1906, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor Rui Barbosa

Observação: Exerceu a Presidência como Vice-Presidente por falecimento do titular, a partir de 14.06.1909

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O Analista de Bagé e o Filho Gay

“O Analista de Bagé e o Filho Gay”
(Texto e direção de Claudio Cunha)

Estréia dia 11 de abril no Espaço Cultural Santo Agostinho - SP

Machão convicto, apegado às suas tradições, autêntico, conservador, sem complicação alguma, sincero, mais grosso que rolha de poço…
Eis aqui algumas facetas do “Pai Doto”, caracterização criada pelo cineasta paulistano Claudio Cunha, inspirado no livro “O Analista de Bagé”, de Luis Fernando Veríssimo, reeditando nos palcos de todo o Brasil, o sucesso literário.

“No inicio representávamos os causos do livro, mas aos poucos o personagem foi criando vida própria distanciando-se do original”, diz Claudio Cunha, e assume: “hoje o Analista é meu Alter Ego”.
Em 1998 o espetáculo já aparecia no Guinness Book com 2 recordes: a peça a mais tempo em cartaz e o ator a mais tempo permanente num personagem. Cunha reclama um outro recorde: o ator que mais viaja no Brasil. Em 26 anos de andanças pelos palcos do país, as várias adaptações da peça fizeram rir mais de 2 milhões de espectadores. No espetáculo acumula ainda as funções de autor e diretor - seguindo a Escola do Teatro de Revista, para ele a grande linguagem de cena brasileira.
“Pai Doto” já esteve na Casa da Dinda, numa animada terapia com o casal Fernando e Rosane Collor. Participou da CPI do PC Farias, já foi candidato à presidência da republica, teve um caso com uma super fêmea e agora esta às voltas com um filho gay.

Sobre a nova adaptação - “O Analista de Bagé e o Filho Gay”
Cláudio Cunha - na pele do “Pai Doto” - assessorado pela sua recepcionista Margarida (Adriani Richter) e pelo filho Olegário (Fausto Saez), recebe o público para uma palestra cujo tema è a “terapia do riso”. Num verdadeiro tratado do humor - de Aristóteles que disse ser o homem o único animal que ri - a Millôr Fernandes que completou a frase dizendo: rindo ele mostra o animal que é – ”Pai Doto” fala das propriedades e efeitos da endorfina, conta causos, anedotas, aponta soluções para problemas do dia-a-dia, reafirmando a primazia da piada bem contada. Subitamente chega a terrível noticia (para um gaúcho macho, uma tremenda barbaridade): seu filho é gay. E para complicar ainda mais, irrompe pela platéia uma sexóloga travando-se uma batalha verbal. Está travada a guerra dos sexos.
Felizmente, a briga das bombachas com os “bons bichas” já acabou. Diante dessa constatação, o negócio é conquistar a sexóloga. Então ela tira a mascara e o riso acaba sendo a melhor terapia.

Sobre Claudio Cunha
Nasceu em São Paulo em 29 de julho de 1946. Após concluir dois cursos de teatro - um com Eugênio Kusnet, introdutor do método Stanislavski no Brasil e outro na FAAP - foi trabalhar na extinta TV Excelsior (SP). Seus primeiros passos como ator, foram dados na novela “Sangue do Meu Sangue”, de Vicente Sesso, dirigida por Sérgio Brito. Estreou no teatro com a peça “A Irmandade dos Maridos Puros” (1969), a convite de Atila Iorio, no Teatro das Nações (SP). Fez “Hair”, sob a direção de Ademar Guerra e em seguida a novela “Meu Pedacinho de Chão”, de Benedito Ruy Barbosa, dirigida pôr Dionisio Azevedo, produzida pela TV Cultura (SP). Estreou no cinema como ator, no filme “As Mulheres Amam pôr Conveniência”, de Roberto Mauro e produziu o filme “O Poderoso Machão” (1970), roteiro escrito em parceria com o novelista Silvio de Abreu, com direção de Roberto Mauro. Sua estréia na direção foi com o filme “O Clube das Infiéis” (l972), roteirizado por Marcos Rey. Convidado pelo autor Benedito Ruy Barbosa, associado ao ex-governador Laudo Natel, dirigiu “O Dia Em Que O Santo Pecou” (l973). Depois vieram: “Vítimas do Prazer - SNUFF” (l974 – 4 milhões de espectadores), escrito em parceria com Carlos Reichenbach; “Amada Amante” (1976 – 5 milhões de espectadores) e “Sábado Alucinante” (1978), ambos roteirizados por Benedito Ruy Barbosa; “O Gosto do Pecado” (1979), escrito em parceria com Inácio Araújo e “Profissão Mulher” (1982), adaptado do livro Animal dos Motéis, de Márcia Denser e “OH! Rebuceteio” (1983), escrito em parceria com Mário Vaz Filho. Voltou às suas origens de ator com a peça “O Analista de Bagé”, baseado no “best-seller” de Luís Fernando Veríssimo. Foi parar no Guinness Book, com 2 recordes: a peça há mais tempo em cartaz e o ator há mais tempo permanente num personagem. Para o teatro produziu “Ricardão SOS” - escrito em parceria com Marcelo Madureira (Casseta & Planeta)” . Com Gugu Olimecha, escreveu e produziu: “A Cama Cor de Rosa”, “O Brasil de Cuecas”, “Eu Te Amo Mensalmente ” “Atrás do Susexo”,
“Um Avião na Minha Cama” e “É Tudo Piada”, acumulando as funções de diretor e ator. Na televisão, teve um quadro fixo no programa “A Praça é Nossa”, formando dupla com Edna Velho e Paola Rodrigues, “Benzão e Nenezona”. Na TV Globo, participou da mini-serie “Araponga”, vivendo o personagem “Coruja”. Protagonizou o caso intitulado o “Sedutor”, no programa Linha Direta, além de participações no programa “Zorra Total” (TV Globo).
Depois de vários sucessos no Cinema Brasileiro, o cineasta paulistano Cláudio Cunha voltou as suas origens de ator, na pele do Analista de Bagé. Aos poucos o personagem foi criando vida própria distanciando-se do original. Cunha usa a caracterização do machão gaúcho para dar vazão ao exercício de palco desenvolvido em anos de estrada, fazendo as pessoas rir. “Visto-me de gaúcho para ganhar a vida. E isso me dá um grande prazer”. Fã da cultura gaúcha, ele acaba de escrever um livro de anedotas “As Melhores Piadas de Bagé”, editado pela Matrix, em fase de lançamento. “É pra rachar o bico!” Quanto ao cinema, pretende voltar muito breve, para isso esta trabalhando na adaptação do livro “Bom Crioulo”, romance naturalista de Adolfo Caminha. E conclui: “Meia idade é essa fase da vida em que o trabalho dá mais prazer e o prazer mais trabalho”.

Sobre os atores
Fausto Saez e Adriani Richter
Fausto Saez é ator e modelo. Adriani Richter é Miss Poços de Caldas. Ambos estão estreando no teatro profissional pelas mãos de Claudio Cunha que já lançou grandes nomes no cenário artístico nacional.

Ficha técnica
Texto e Direção: Claudio Cunha
Elenco: Claudio Cunha, Fausto Saez e Adriani Richter

Serviço
O Analista de Bagé e o Filho Gay
Gênero – comédia
Local – Espaço Cultural Santo Agostinho - Rua Apeninos, 118 – Liberdade (estação Vergueiro do Metrô) - SP – Fone 3209-4858.
Estréia dia 11 de abril - temporada até 30 de junho de 2008
Sextas às 21h30 / sábados às 21h / domingos às 20h
Ingressos: 30,00 (15,00 - para estudantes, aposentados, maiores de 60 anos, professores da rede pública e classe artística).
Bilheteria - de quarta a domingo das 15h às 20h. / Informações (11) 9401-2180 (Adriano) ou 8324-1628 (Kátia) / Aceita cheque, dinheiro e cartões de débito / Recomendado a partir de 14 anos / Duração 95 minutos / Lotação – 718 lugares / ar condicionado / Acesso para portadores de necessidades especiais / Estacionamento 6,00.

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Passo-a-passo: Maquiagem Perfeita

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Dicas e passo a passo para que as mulheres realcem ainda mais a sua beleza

As mulheres vaidosas têm sempre um kit de maquiagem na bolsa para ficarem ainda mais charmosas onde quer que estejam. Um belo batom, lápis e rímel, em qualquer ocasião, realçam o visual a beleza feminina. Para não errar na hora da make, Falks, maquiador do Yes Jardins, conta os segredos para uma maquiagem perfeita.

“Antes de começar a preparar o rosto com a base, o ideal é passar água gelada ou fria com um algodão. A temperatura baixa ajuda no fechamento dos poros e na retenção da maquiagem”, sugere Falks. “O resultado da maquiagem na pele fica mais interessante e a face mais bonita”.

Base

É passada com uma esponjinha para preparar o rosto antes de receber produtos e para dar igualdade à pele.

Procedimento

Passar a base líquida ao redor dos olhos e base em pó no restante do rosto. Falks diz que para peles lisas, sem espinhas e com poucas marcas de expressão, a base em bastão é a mais indicada. Para as mulheres que possuem marcas fortes e espinhas, é possível ficar com pele de bebê, se passar a esponja de base líquida, na base em pó e aplicar no rosto. A cor deve ser escolhida de acordo a aproximar-se mais do tom da pele.

“Deve-se evitar o exagero na base para não ficar extremamente artificial ou criar camadas grossas, além de estar atenta para o período de validade dos produtos”, alerta o profissional.

Lápis

Destaca os olhos e dá mais vida ao olhar feminino.
Procedimento:

Os olhos são puxados como se a mulher fosse uma oriental, assim se tem mais firmeza na área em que será passado o lápis. Segundo Falks, o comum é que as mulheres preencham a pálpebra com o lápis preto. “Mas para um efeito arrasador, uma dica é: usar na região final do olho, próximo ao nariz, um lápis branco, prata ou pérola”.

Sombra

Dá efeito de profundidade aos olhos.

Procedimento

Na pálpebra superior, próximo ao nariz, usa-se tons claros, e na região externa, tons mais escuros. Ao final, a sombra deve formar um degradê.

“Durante o dia a mulher deve optar por sombras claras e esquecer as sombras com brilho”, alerta. “A cor escolhida também deve estar em harmonia com a roupa e deve-se evitar o exagero sempre”.

Rímel

Dá poder ao olhar por enfatizar os cílios, realçando-os e dando a impressão de alongados.

Procedimento

Deve ser passado da parte interna para a externa dos cílios. Para melhor efeito, o ideal é que sejam duas mãos, sempre esperando a primeira secar. Se a primeira mão estiver úmida poderá formar crostas e borrar a área interior dos olhos.

“A aposta válida são os produtos de maquiagem à prova d’água. Eles são ótimos para evitar que a make fique borrada antes da festa chegar ao fim”, explica Falks.

Batom
Dá mais expressão aos lábios, podendo afiná-los, aumentá-los ou simplesmente, torná-los mais sexys. Para o procedimento o mais simples da maquiagem, Falks dá dicas para que as mulheres fiquem com os lábios ainda mais bonitos e combinados com o restante da maquiagem.

Cores: Devem ser escolhidas de acordo com a roupa; se o quesito for a cor da pele, Falks sugere: mulheres claras, no dia a dia, usem tons claros, e as de pele escura, abusem dos tons escuros. Para a noite, pode-se usar qualquer tom.

Espessura dos lábios: as mulheres de lábios finos devem definir o contorno labial com um lápis para boca, que tenha a cor um tom mais quente que o usado no restante dos lábios. Assim, os lábios passam a impressão de serem maiores. Aquelas que têm lábios carnudos não devem fazer o contorno e devem ter cuidado com o excesso de batom para não formar placas e o visual se tornar exagerado.

Batom no papel: Não se deve apertar o batom contra os lábios para não haver excessos. O batom deve dar à mulher um ar delicado e feminino sem deixá-la vulgar. Para que os lábios fiquem sequinhos e sem excesso de batom, pode-se colocar um pedaço de guardanapo entre os lábios e abrir e fechar a boca, para que saia o excedente.

“O principal na hora de se maquiar é não exagerar nas cores, na quantidade de produtos e passar naturalidade”, afirma Falks. “A maquiagem deve ser um artifício para dar um brilho a mais ao rosto feminino, sem esconder a beleza natural de cada mulher”.

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Livro fala da Chapada Diamantina

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Novo livro do fotógrafo Araquém Alcântara, um dos mais importantes fotógrafos brasileiros da atualidade, celebra a riqueza deste oásis em meio ao sertão da Bahia

No interior da Bahia existe uma área tão grande quanto rica, de rios transparentes que banharam muito ouro e diamantes. Essa terra, ainda pouco conhecida pelos brasileiros, ganha homenagem à altura de sua exuberância com o livro Chapada Diamantina (Editora TerraBrasil), que está sendo lançado pelo fotógrafo Araquém Alcântara.

Com a publicação, Araquém concretiza um projeto antigo. “Faz 12 anos que decidi celebrar a Chapada, um dos lugares de maior beleza no Brasil, um oásis em pleno sertão. Meus projetos têm gestação lenta porque exigem infra-estrutura pesada. De qualquer modo, eu sabia que um dia iria mostrar publicamente essa terra ainda bastante preservada”, afirma o fotógrafo.

O ensaio de Araquém traz fotos captadas em filme e digitais, em cor e p&b. Ainda inclui versos de João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Cecília Meireles e outros. E o capítulo Terras do eterno garimpar, escrito por Daniel Nunes Gonçalves, rico em dados objetivos e análises sobre história, geografia, vida social, fauna e flora da Chapada. O prefácio é de Orlando Senna, cineasta e jornalista nascido na Chapada Diamantina, ex-diretor da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, atualmente na TV Pública.

Chapada Diamantina tem direção de arte e projeto gráfico de Fernando Moser (Shadow Design), edição bilíngüe português-inglês, no formato 30 cm x 24 cm.

A riqueza da Chapada – No século 21, a riqueza da Chapada Diamantina não se mede mais em ouro ou diamantes. Os minérios foram tragados pelos exploradores que correram à região em diferentes períodos. A fortuna agora é a diversidade biológica.

Araquém revela essa herança em mais de cem fotos. Estão lá a pedra e a cachoeira, a bromélia e o cacto, a mata fechada e a rasteira, a águia, o urubu, o tamanduá, a cobra, o gafanhoto, o tatu, a coruja.

Isso tudo é um síntese. Pesquisadores relacionam 161 espécies só de orquídeas. Há ainda 58 de mamíferos, 76 de peixes e 132 de aves. Sem falar nas montanhas e cavernas, com pinturas rupestres feitas pelos primeiros humanos, há oito mil anos.

A presença humana contemporânea também está devidamente representada em lindos retratos de tropeiros, garimpeiros, ambientalistas, donas-de-casa, aposentados e crianças, entre outros membros das 120 famílias reconhecidas.

Perfil de Araquém Alcântara“Tenho obsessão pela natureza primitiva, intocada e pura”. Assim, Araquém Alcântara, 57 anos, explica suas escolhas nos mais de 30 livros que lançou como autor ou co-autor em quase quatro décadas de expedições por um Brasil desconhecido dos próprios brasileiros. São registros que fizeram dele um dos pioneiros e mais importantes fotógrafos do gênero no mundo.

Outra de suas motivações é o manifesto visual pela urgência de se encontrar a sustentabilidade em prejuízo da destruição ambiental. Em sua obra pautada por essas duas paixões figura Terra Brasil (DBA, 1998; Melhoramentos, 2001), que já ultrapassou 80 mil cópias e é o livro de fotografia mais vendido no país.

Separados ou em conjunto, as publicações de Araquém compõem um riquíssimo inventário da história natural do país, com o testemunho de uma infinidade de espécies de pássaros, répteis, mamíferos, flores, árvores e outros seres, além das histórias das pessoas que habitam esses locais.

Tudo começou em Santos (SP), para onde Araquém, nascido em Florianópolis (SC), se mudou. Na costa paulista seu pai lhe apresentou a Mata Atlântica. O fez com tamanho respeito pelo verde que encantou o jovem.

“Foi pelas mãos de meu pai em meio à Mata Atlântica que percebi, ainda garoto, a eloqüência da beleza da mata, o quanto ela possui e nos apresenta de mistério, eterno e divino”, diz.

Para ele, documentar a floresta tropical é de uma dificuldade estimulante. “A mata fechada é escura. Ela entrecorta o sol e a sombra. Por um lado, fascina. Por outro, aflige. A mata não é convidativa para um fotógrafo”.

Araquém conta mais: “O trabalho exige silêncio, contemplação e paciência. Sem uma quase simbiose com a mata não se obtém a foto. E, às vezes, o cenário inclui uma onça, um jacaré ou uma jibóia”.

Seu grau de envolvimento com o assunto que focaliza fica ainda mais claro quando Araquém repete frase atribuída ao célebre fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson: “Ele dizia que, para se conseguir uma boa foto, é preciso ter a visão, a mente e o coração na mesma linha de mira”.

Tal dedicação tem lhe rendido importantes manifestações de reconhecimento. Uma das mais recentes é o Prêmio Dorothy Stang de Humanidade, de 2007. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Fernando Pini, concedido pelas indústrias gráficas para Mar de Dentro, considerado o Melhor Livro de Arte do Ano.

Em 2006, recebeu o Prêmio Jabuti, o mais importante do meio literário, na categoria Fotografia, com o livro Amazônia.

Araquém foi o primeiro fotógrafo a documentar todos os 52 parques nacionais do país, como também o primeiro brasileiro a produzir uma edição especial para a National Geographic, intitulada Bichos do Brasil.

Em dezembro de 1997, ele realizou a sua mais importante exposição individual no exterior, Terra Brasil, na Canning House Gallery, em Londres, com 50 imagens dos parques nacionais.

E ainda tem trabalhos seus adquiridos pelos acervos do Museu do Café (Kobe, Japão), do Centro Georges Pompidou (Paris, França), do Museu Britânico (Londres, Reino Unido), do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e do Museu de Arte Moderna (MAM, São Paulo), entre outras casas.

Mais informações estão disponíveis no site oficial do artista: http://www.araquem.com.br.

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Leitura: A Luta do MST pela Liberdade

Entre a Foice e o Livro: A Luta do MST pela Liberdade

Uma exaltação à liberdade e à justiça social por meio da educação. É desta forma que o livro Educação e Sociedade: compromisso com o humano, lançamento de Edições Loyola, se apresenta ao público para tratar da questão do MST e da Escola Nacional Florestan Fernandes, esta considerada de fundamental importância no processo de emancipação dos trabalhadores brasileiros por meio da educação.

Sob a ótica da luta de classes e dos ideais marxistas, os autores Luiz Monteiro Teixeira, sociólogo, e Maria Lobo da Silva, historiadora, apresentam a trajetória do MST como força motriz de uma busca pela liberdade em tempos de barbárie. Os autores exploram na obra a capacidade de conciliar a produção de conhecimento e experiências de formação humana à dinâmica de um movimento social que conta com 350 mil famílias assentadas além de outras 100 mil acampadas.

A trajetória do maior movimento social do Brasil é marcada por intensas manifestações e por seu papel fundamental no combate às desigualdades no campo. Mas um de seus grandes diferenciais em relação a outros movimentos que surgiram na história das lutas esquerdistas no Brasil é a formação de seus membros e a capacidade que têm de se organizar.

Preocupado em formar uma consciência de classe e uma base cultural de seus integrantes, o MST construiu, ao longo de sua história, um projeto de formação que integra conceitos de pedagogia da luta, do trabalho, da organização e da cultura. O processo de criação de uma estrutura de formação educacional se desenvolveu à medida que movimento ganhava relevo no contexto social do país, como explicam os autores.

Dividida em duas partes, a obra dá espaço a cada um dos autores para que desenvolvam a própria linha de raciocínio e ressaltem aspectos particulares da história do MST. Na primeira parte, Luiz Teixeira desdobra questões referentes à pedagogia e psicologia da educação, bem como o desenvolvimento da trajetória da educação superior do movimento social. Dando continuidade ao debate, Roberta Silva aprofunda o processo de construção da Escola Nacional Florestan Fernandes, fruto da experiência do MST em formação política. A historiadora também analisa a práxis organizativa no processo de formação humana.

Educação e Sociedade propõe uma visão do movimento de massa como um projeto de humanização que reconhece as contradições da realidade social que se apresenta, mas não nega a capacidade de sonhar com a superação dessas barreiras, que marcam o fim do século XX e o início do século XIX.
Título: Educação e Sociedade: compromisso com o humano

Autores: Luiz Monteiro Teixeira e Roberta Maria Lobo da Silva
Número de páginas: 192
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 23,00
ISBN: 978-85-15-03343-0
Os livros de Edições Loyola podem ser adquiridos pelo site: www.loyola.com.br ou pelo telefone: (11) 6914-1922.

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Leitura:Stress você pode controlá-lo

Stress você pode controlá-lo

Chegamos ao tão esperado século 21, e vivemos a era da cibernética, da informática, da tecnologia de ponta, da globalização. O Planeta gira mais rápido. As informações jorram de todos os lugares, a torrente de notícias nos atordoa e as inúmeras demandas da vida moderna nos ameaça a cada dia.

Podemos falar do stress do executivo, do gerente, da dona de casa e até mesmo da criança, já que , em algum momento, poderá se manifestar como sintoma. O stress deprime o sistema imunológico, endocrino e o sistema nervoso autônomo, facilitando o alojamento de enfermidades.

Os sinais do corpo se multiplicam sob diversas formas: taquicardia, astenia psíquica, tremores, sudorese, dor de cabeça, pressão alta, problemas digestivos e de intestinos, cardíacos, ansiedade e depressão, atingindo indistintamente adultos e crianças.

A autora Olganir Merçon Tezolin neste livro apresenta maneiras de ajudá-lo, em meio a tanta correria e tantos desencontros, a sintonizar o corpo com a mente, facilitando, assim, seu caminho em direção a Saúde, à Harmonia é a Paz


Título Stress você pode controlá-lo
Autor Olganir Merçon Tezolin
Editora Elevação
ISBN 978-85-7513-085-8
Formato 14,0X21,0
Páginas 96
Preço R$15,90

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