Arquivo de 23 de Março de 2008

Morte na Carceragem da PF

Preso é encontrado morto na carceragem da Polícia Federal em São Paulo

Um homem suspeito de participação em tráfico internacional de drogas foi encontrado morto ontem (22) na carceragem da sede da Polícia Federal (PF) em São Paulo. No boletim de ocorrências (B.O.) instaurado pelo 7º Distrito Policial, a Polícia Federal afirma acreditar na hipótese de suicídio. As informações são da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo.

João Mendonça Alves, de 38 anos, foi preso em uma operação da Polícia Federal na última sexta-feira (21) e ocupava uma cela individual, que já havia sido periciada. Ontem, por volta das 16h30, Alves foi encontrado com três ferimentos no corpo e levado ao Hospital Sorocabano, onde veio a falecer por volta das 16h50. No boletim de ocorrência, os ferimentos são descritos como “corto-contusos”.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o 7º Distrito Policial solicitou perícia no local e um exame necroscópico foi realizado pelo Instituto Médico Legal (IML). As investigações da morte de Alves serão conduzidas tanto pela Polícia Federal quanto pela Polícia Civil. (ABr)

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Santos bate Líder

Santos derrota o líder Guaratinguetá por 1 a 0

Pela 16ª rodada do Paulistão o Guaratinguetá enfrentou o Santos e perdeu por 1 a 0. A partida foi realizada no Estádio Prof. Dario Rodrigues Leite, em Guaratinguetá.

A primeira etapa da partida seguiu sem gols. Devido a forte chuva, o gramado ficou pesado e dificultou o andamento do jogo. Aos 45 minutos, Jackson do Guaratinguetá foi expulso.

Com um a menos, o Guaratinguetá ficou na retranca e o Santos teve mais posse de bola. O gol da vitória acabou saindo no final da etapa complementar, aos 40 minutos, através de Marcinho Guerreiro, em chute de fora da área.

Com a vitória, o Santos alcança a sétima posição com 26 pontos e o Guaratinguetá continua na liderança.

Na próxima rodada o Santos enfrenta o Corinthians e o Guaratinguetá joga contra o Mirassol.

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Pelo Carioca

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Gol no final do segundo tempo reduz diferença mas não evita derrota

Fluminense bateu o Vasco por 2 a 1 ontem no início da noite em partida válida pela Taça Rio. Os gols foram marcos por Thiago Neves e Washington pelo Fluminense no primeiro tempo e por Edmundo, em cobrança de penâlti para o Vasco, aos 49 minutos do segundo tempo.

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Dengue no Rj

Menino de 12 anos pode ser a 49ª vítima de dengue no Rio

As autoridades de saúde do estado investigam se Vinícius Ramos Siqueira da Silva, de 12 anos, morreu vítima de dengue em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No atestado de óbito, consta que a morte foi causada por insuficiência circulatória, hemorragia digestiva aguda e dengue. Caso seja confirmado, Vinícius será a 49ª vítima da doença. Na sexta-feira, a menina Ana Clara Gonçalves, de 7 meses, morreu na Zona Oeste do Rio também com suspeita de ter contraído a doença. As autoridades investigam ainda a morte da grávida Roberta Ramos em Duque de Caxias com infecção generalizada.

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Os segredos do futuro presidente americano

Editora Gente lança a autobiografia do pré-candidato democrata à Casa Branca

Ele conheceu o pai aos 10 anos. Na juventude usou drogas e fez do álcool, um aliado. Em 2006 ganhou o Grammy, o principal prêmio da indústria fonográfica pelo melhor álbum falado. Esta poderia ser a biografia de um popstar, mas trata-se da história daquele que pode ser o primeiro negro a assumir a presidência dos EUA: Barack Hussein Obama Jr.

A Editora Gente lança “A origem dos meus sonhos”, livro que conta a trajetória do pré-candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. O senador pelo Estado de Illinois apresenta numa narrativa não-linear o relato de seus primeiros 33 anos de vida. O livro começa com um telefonema informando a morte do pai em um acidente de carro no Quênia. “Naquele momento, o meu pai ainda permanecia um mito para mim”, escreve Obama. Ele só conhecia as histórias que a mãe e os avós lhe contaram ao longo da infância e da adolescência. E quem era Barack pai? O autor o descreve como um queniano da tribo Luo, nascido nas margens do Lago Vitoria numa comunidade chamada Alego. A aldeia era pobre, mas seu avô foi um agricultor importante.

A partir desse momento, Barack Obama começa a relatar a sua saga. Ele conta a trajetória do pai até se graduar em Econometria no Havaí, conhecer sua mãe num curso de russo, casar-se e depois abandoná-la quando ele tinha apenas dois anos. O enredo segue para o momento em que o autor viveu na Indonésia depois que sua mãe, a antropóloga branca americana Ann Dunham, já divorciada de seu pai, casa-se com o indonésio Lolo Soetoro, que assume a criação de Obama. No país distante e muito apegado ao padrasto, tem contato com as minorias, o boxe e a cultura local. Com o passar do tempo, Ann se deu conta que o filho começava a esquecer os hábitos americanos e retomou as rédeas de sua educação. O envolveu no compromisso de acordar às quatro horas da manhã para reaprender o inglês e contava-lhe a vida de negros famosos que fizeram história no mundo.

“A Origem dos meus Sonhos”, de Barack Obama, lançamento da Editora Gente, estará disponível nas livrarias de todo o Brasil na primeira semana de abril. O livro, de 456 páginas, tem preço sugerido de R$ 49,90.

Título: A origem dos meus sonhos
Autora: Barack Obama
Editora Gente
Formato: 16 x 23
Páginas: 456
Preço: R$ 49,90
Ano e número da edição: 2008 / 1ª edição

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Janet Jackson e Daft Punk

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Janet Jackson abraça Daft Punk em “So Much Betta”

Após o barulho massivo em torno de “Stronger”, canção de Kanye West que bebeu na fonte de “Harder, Better, Faster, Stronger”, do Daft Punk, a discografia da dupla francesa foi novamente alvo de um ícone pop.

A faixa sampleada da vez é “Daftendirekt”. Janet Jackson, em sua faixa “So Much Betta”, é quem abraça a peça dos Daft, lembrada como um dos grandes momentos do excelente álbum “Homework”, de 1997. “So Much Betta” integra o álbum “Discipline”, décimo da carreira de Janet.

Em 2007, will.i.am, integrante da banda Black Eyed Peas, teve negado o uso da base de “Around The World”, clássico da carreira de Bangalter e Homem-Christo.

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No Sufoco

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São Paulo derrota Guarani no sufoco

O São Paulo sofreu, mas conseguiu vencer o Guarani em Campinas por 1 a 0 e ficou mais perto do G4.

Buscando a vitória para se aproximar do G4, o São Paulo não tomou conhecimento pelo fato de jogar fora de casa e partiu para cima do Guarani. Pecando nas finalizações, o tricolor demorou para levar perigo a meta do goleiro Gisiel.

Já o Bugre começou a partida acuado, mas aos poucos foi se soltando na partida e por duas vezes chegou com perigo ao gol de Rogério Ceni. A principal delas aos 44 minutos, quando o atacante Cris recebeu livre na grande área, mas perdeu o tempo de bola e chutou para fora.

No segundo tempo, o ritmo da partida continuava o mesmo, com o São Paulo atacando, mas sem levar perigo e o Guarani ameaçando apenas nos contra-ataques.

O jogo mudou com a entrada de Borges aos 28 minutos. Em seu primeiro lance, o atacante chutou forte de fora da área e abriu o placar para o Tricolor. Depois de sofrer o gol, o time de Campinas tentou uma pressão, mas não teve forças para conseguir o empate.

Na próxima rodada o Guarani viaja até Jundiaí para encarar o Paulista. Já o São Paulo recebe o Sertãozinho no estádio do Morumbi.

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Paulista: Corinthians Vence

Corinthians vence o Rio Claro por 1 a 0 e fica no G4

Pela 16ª rodada do Paulistão, o Corinthians recebeu o Rio Claro no Estádio do Morumbi. O Timão não jogou bem, mas conseguiu vencer por 1 a 0.

Para se garantir no G4, o Corinthians começou o jogo pressionando. Logo no início da primeira etapa, Dentinho recebeu passe de Carlos Alberto, tentou cruzamento, mas a defesa do Rio Claro, bem colocada, desarmou a jogada.

Com quase 20 minutos de jogo, o Timão chutou quatro vezes a gol, duas com Dentinho e duas com Chicão, e mais uma vez a bola parou na defesa do Rio Claro.

Aos 31 minutos, em jogada de oportunismo, Dentinho marcou o único gol da partida. O atacante tocou rasteiro, sem chance de defesa para o goleiro Gilson. No final do primeiro tempo, o Rio Claro assustou a meta corintiana. PC avançou pela esquerda e cruzou. Fabinho, defensor do Timão, desviou a bola assustando o goleiro Felipe.

Apesar do gol, Corinthians não faz uma boa exibição na etapa inicial, enquanto o Rio Claro foi muito ao ataque, mas não conseguiu finalizar bem.

O segundo tempo foi morno. Ambas as equipes não criaram grandes chances de gol. O Timão não conseguiu se acertar em campo, errando muitos passes e facilitando a vida do adversário. O Rio Claro chegou a dominar em alguns momentos a partida, porém continuou pecando nas finalizações.

No final do jogo, o alvinegro ainda perdeu três chances reais de gol, levando o torcedor presente no Morumbi à loucura.

Na seqüência do campeonato, o Corinthians joga contra o Santos, enquanto o Rio Claro recebe a Ponte Preta.

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Doce ou droga?

Doce ou droga?

Pedro Sloboda

“Se ficar muito tempo sem consumir, tenho tremedeiras, como uma espécie de síndrome de abstinência. Depois de me saciar, me sinto culpado e irritado por não conseguir me controlar”. Não, o relações públicas Bruno Valentim, de 29 anos, não está falando de uma droga ilícita, como cocaína, heroína ou ecstasy, mas sobre o saboroso e inofensivo chocolate. Ele é um dos chamados chocólatras, pessoas que se consideram viciadas no doce. “Não consigo ficar indiferente ao chocolate. Só consegui parar quando fiz regime. Mesmo assim, foram cinco semanas de sofrimento”, conta Valentim.

Segundo especialistas, algumas características físico-químicas do alimento podem contribuir para o desenvolvimento desse “vício”. “Em primeiro lugar, ele é extremamente agradável ao paladar. Além do sabor doce, ele derrete na boca, provocando uma sensação prazerosa que pode incitar o consumo exagerado”, afirma a nutricionista da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz Geila Cerqueira Felipe.

Algumas substâncias encontradas no chocolate também podem contribuir para esse comportamento compulsivo. Segundo a nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), Mariana Del Bosco Rodrigues, especula-se que a presença simultânea de cafeína e teobromina potencializa seus reconhecidos efeitos estimulantes, podendo levar ao vício.

O alimento também possui substâncias que mimetizam a ação da anandamida, um neuromodulador capaz de estimular os mesmos receptores químicos cerebrais envolvidos no consumo da maconha. “Isso poderia intensificar a sensação de prazer e levar à compulsão”, explica Mariana.

Além dos efeitos negativos do consumo em excesso de chocolate, como aumento de peso e, até mesmo, elevação nos níveis de colesterol no sangue, a compulsão pode gerar deficiências alimentares. Para saciar seu vício, os chocólatras costumam substituir alimentos importantes da dieta pelo chocolate. “Nenhum alimento é completo, muito menos o chocolate. A receita é simples, mas difícil de seguir para muitos: comer com moderação e seguir uma dieta balanceada.

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Especial Presidentes do Brasil

Manoel Deodoro da Fonseca, Marechal

Governo Provisório - 15.11.1889 a 25.02.1891

Manoel Deodoro da Fonseca, Marechal - Divulgação
Nascimento: Alagoas (hoje, Marechal Deodoro) - AL, em 05.08.1827
Falecimento: Rio de Janeiro (DF), em 23.08.1892
Profissão: Militar
Período de Governo: 15.11.1889 a 25.02.1891 (01a03m10d)
Idade ao assumir: 62 anos
Tipo de eleição: indireta
Posse: em 15.11.1889, perante a Câmara Municipal.

Observação: O primeiro governo republicano, ao invés de assinar um termo de posse nos moldes que se tornariam padrão na República, publica uma ata da proclamação e o Decreto nº 1, onde se estabelecem as normas governamentais que passariam a vigorar. O Livro de Posse só se inaugura em 1891.

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Crise Americana

Brasil não está blindado contra crise norte-americana, afirma economista

A crise que começou no mercado imobiliário dos Estados Unidos e já atinge o setor financeiro pode atingir o Brasil. É o que afirma o professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Vander Mendes. Em entrevista à Agência Brasil, Mendes disse que desde 2002 o Brasil se beneficiou com uma bolha ascendente das especulações financeiras no mercado mundial.

“Agora esse mercado começa a ter problemas de honrar seus compromissos e conseqüentemente o Brasil não vai ficar de fora, assim como ele se beneficiou agora também ele vai ter que pagar por isso”, afirmou.

O professor Vander Mendes disse que a atual crise pode, sim, gerar conseqüências parecidas com as vistas na crise de 1929, que resultou na Grande Depressão. O professor acredita, no entanto, que os efeitos sociais podem não ser tão fortes.

“É de se esperar alguma recessão econômica? Talvez sim, principalmente na economia americana, mas talvez nem todas as economias vão ter as mesmas conseqüências, no nível inflacionário, de desemprego, ou seja, talvez as conseqüências sejam mais no nível financeiro”, afirmou.

Isso, no entanto, não significa que a sociedade não deva sentir a crise. Mendes argumentou que se os governos permitirem que os bancos percam o que ganharam até agora, os efeitos sociais vão aparecer. “Infelizmente o mercado globalizado é assim, quando se ganha, poucos ganham, os banqueiros ganham, mas quando se perde, não só os banqueiros que perdem”, disse.

Para neutralizar esses problemas, o professor ressalta a atuação do Estado e dos bancos centrais, não só pontualmente, como tem feito o governo dos Estados Unidos, como também intervenções coordenadas de bancos centrais de diferentes países. Esse tipo de atuação pode minimizar as conseqüências internacionais, pois também há bancos de países europeus – e mesmo de outros continentes – com negócios no mercado imobiliário norte-americano, ressaltou Mendes. (ABr)

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Refugiando no Brasil

Deslocados por confrontos na Colômbia esperam na tríplice fronteira a volta para casa

O número de pessoas deslocadas durante as quatro décadas de confronto entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) não é exato. Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), são entre 2,5 milhões a 3 milhões de pessoas que tiveram de deixar suas casas para não morrerem. Umas foram acusadas de ligação com as Farc, outras de colaborar com os paramilitares, grupo de extrema direita inimigo dos guerrilheiros.

A tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru é o lugar para onde milhares dessas pessoas acorrem em busca de um lugar seguro, nas cidades de Letícia (Colômbia) e Tabatinga (Brasil). Segundo a Igreja Católica, são pelo menos duas mil pessoas na região. Quem conseguiu provar que era perseguido político, ganhou o status de “refugiado” e passou aos cuidados da Organização das Nações Unidas (ONU), o que se traduz em apoio financeiro, material e até recolocação em outro país.

Aos demais, restou a qualificação de “deslocados”, cabendo apenas uma ajuda por três meses do governo colombiano, tendo que sobrevier depois por conta própria. Quatro desses deslocados conversaram com a reportagem da Agência Brasil e da TV Brasil, dentro de uma igreja, em Letícia.

“As Farc me deram seis horas para eu ir embora, se não, iriam me matar. Fui declarado objetivo militar, com mais outras quatro pessoas. Só saímos eu e um amigo. Os outros três não acreditaram e à noite foram mortos”, relata Adalberto Blanco, que deixou sua propriedade em Cajamar, no departamento de Tolima, e vive há cinco anos em Letícia.

“Eles queriam que eu fosse colaborador da Frente 51 das Farc, denunciando as pessoas que tivessem relações com o Exército ou os Paramilitares. Eu disse que não queria isso, porque tinha medo dos Paramilitares, que estavam em uma região próxima. Se eu fosse colaborador da guerrilha, me matavam a família”.

Blanco conta que era marceneiro, estudava agronomia e tinha criação de gado, mas perdeu tudo e hoje sobrevive com a mulher e a filha da venda de pastéis pela rua. Para piorar sua situação, a esposa está doente há algumas semanas e ele parou de trabalhar, por não ter como preparar os pastéis. Aos 40 anos de idade, ele desabafa: “A guerra acabou com a minha vida. É muito difícil recomeçar tudo do zero”.

Para dar apoio aos deslocados, foi criada uma entidade em Letícia, a Associação de Famílias Deslocadas Nova Esperança, presidida por Jaime Cruz, ele mesmo uma vítima da guerra. “O nosso trabalho é bastante difícil, porque em muitas ocasiões o apoio do governo não chega. Então temos que receber as famílias que chegam em situação crítica, providenciando alimentação, vestuário e alojamento”, conta Cruz, que era comerciante na cidade de El Doncello, no departamento de Caquetá, dono de uma concessionária de motos e máquinas agrícolas.

“Quando os Paramilitares chegaram ao meu povoado, mataram todos que eles suspeitavam ter alguma ligação com as Farc. E as pessoas que não morreram, foram consideradas pelas Farc como colaboradoras dos Paramilitares. Aí eu tive que ir embora, pois já não havia mais segurança para minha vida”, disse.

Cruz disse que não tem esperança de voltar para casa, pois sabe que vão matá-lo quando chegar lá. “Eu fiquei sabendo que mataram recentemente o presidente do conselho municipal na minha cidade e não é o primeiro, já mataram muitos dirigentes. Eu prefiro ir para outro país ou ficar definitivamente em Letícia. Voltar, nunca mais”, afirmou.

Outra organização de Letícia que ajuda quem foi expulso de seus locais de origem é a Associação das Famílias Deslocadas do Amazonas, presidida por Pedro Gutierrez Perez. Segundo ele, a principal dificuldade é o acesso à terra.

“O departamento do Amazonas [onde fica Letícia] é basicamente de proteção ambiental, o que impede a concessão de verbas do governo para os deslocados comprarem propriedades na região”, explicou.

Entre os deslocados de Letícia, só um pediu para não revelar na frente dos outros sua história, nem ter seu nome ou idade publicados. Ele é um ex-guerrilheiro das Farc, que abandonou a luta e hoje tenta se reintegrar à sociedade colombiana, com dificuldade. Ele não conseguiu provar para a ONU sua deserção da guerrilha, o que impediu o tratamento de refugiado político.

Ele conta que ficou sete anos na guerrilha, até 2006, trabalhando como piloto de barcos. “Quando a gente não quer mais seguir a guerrilha, aí está em perigo. Eu não quis ficar mais, entreguei os rádios que carregava, as pistolas e me apresentei ao governo colombiano em um ponto. Eu só pedi uma passagem para ir embora, mas eles negaram. Ficaram 12 dias me interrogando e como eu não sabia de nada, não me deram a passagem para Bogotá. Então eu decidi vir para cá sem nada, só com a mulher e uma filha”, contou.

Desempregado, o desertor da guerrilha trabalha no porto, carregando peixes. Garantiu que nunca matou ninguém, pois seu trabalho era restrito a transportar guerrilheiros e mantimentos pelos rios. Atualmente, ele vive em um galpão cedido por um morador, mas se queixa de não ter um banheiro para uso da família. Fora isso, ele só reclama da discriminação que os moradores de Letícia têm dos deslocados.

“Eles nunca viveram uma situação como a que vivemos. Nunca viram pessoas que tiveram as casas destroçadas por uma bomba, que tiveram um primo morto, que tiveram um irmão ou a própria mãe assassinados. Eles não sabem o que é guerra”. (ABr)

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Voando

Número de passageiros da aviação civil cresce 2,8% em janeiro

O número de passageiros transportados pelas empresas aéreas brasileiras cresceu 2,8% em janeiro de 2008, em comparação com o mesmo mês do ano passado, passando de 9,7 milhões para 9,97 milhões de pessoas. Os dados são do balanço divulgado pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

Para o secretário de Aviação Civil do Ministério da Defesa, brigadeiro Jorge Godinho Nery, os números mostram que o cidadão brasileiro confia na segurança do sistema de aviação civil. “Eu digo que as pessoas continuam viajando porque realmente confiam no sistema, se não confiassem não viajariam”, diz. O secretário afirma que segurança é um item primordial para o ministério.

Godinho afirma, também, que esse aumento da demanda torna ainda mais necessários os investimentos em infra-estrutura aeroportuária. “Daí as preocupações que se tem, e que o governo está tendo para colocar toda a infra-estrutura aeroportuária em condição harmonizada com esse crescimento da demanda, para que nós tenhamos o crescimento da demanda e uma infra-estrutura aeroportuária instalada capaz de atender.”

O brigadeiro ressalta a importância das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o setor, que estão previstas e também que já estão em andamento.

Já no aeroporto mais movimentado do país, o de Congonhas, em São Paulo (SP), os números fizeram o movimento contrário. Em relação ao movimento de janeiro de 2007, em janeiro de 2008 foram transportados 581 mil passageiros a menos, o que corresponde a uma redução de 38%. No primeiro mês deste ano foram transportados 950,9 mil passageiros, contra 1,5 milhão transportados no primeiro mês de 2007.

O governo federal aponta como causa dessa redução as medidas tomadas a partir de julho de 2007, “para assegurar a segurança na utilização do aeroporto”. Entre essas medidas adotadas por determinação do Conselho de Aviação Civil (Conac) estão a redução do número de operações e a reformulação da malha aérea, para desafogar o aeroporto paulistano, o preferido das companhias aéreas. No primeiro semestre do ano passado o número de pousos e decolagens ia de 40 a 50 por hora. Atualmente está em 34.

Com o remanejamento de vôos de Congonhas, o aeroporto de Guarulhos (SP) e o Galeão, no Rio de Janeiro ganharam, junto, mais de 609 mil passageiros. (ABr)

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Gastos de FHC

Casa Civil nega dossiê sobre gastos de FHC e investiga vazamento de informações

Em nota divulgada ontem (22), a Casa Civil da Presidência da República nega a existência de qualquer dossiê sobre gastos com suprimentos de fundos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), conforme publicado na revista Veja desta semana.

Segundo a Casa Civil, uma sindicância vai apurar a responsabilidade pelo vazamento de informações do Sistema de Suprimento de Fundos (Suprim).

Na reportagem que deu origem à nota, a revista Veja afirma que uma equipe do Palácio do Planalto teria preparado um dossiê sobre gastos efetuados nos anos de 1998, 2000 e 2001 pelo então presidente, sua esposa, Ruth Cardoso e assessores nas chamadas contas tipo B, usadas para saque em dinheiro em conta administrada pelo servidor.

O documento, de acordo com a revista, seria usado para chantagear parlamentares da oposição, a fim de evitar que as contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fossem investigadas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos.

De acordo com a Casa Civil, “o que a revista apresenta são fragmentos extraídos de uma base de dados do sistema informatizado de acompanhamento do suprimento de fundos (Suprim)”.

O sistema foi criado por orientação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que fossem estabelecidos mecanismos que dessem maior transparência ao acompanhamento dos gastos.

O Suprim começou a ser alimentado em 2005. O processo de alimentação retroagiu para 2004 e 2003 e agora estariam sendo digitalizados os documentos dos três anos citados na reportagem da Veja.

A Casa Civil também contesta os valores de gastos apresentados pela revista: “Nos três anos referidos pela matéria, o gasto médio anual em suprimento de fundos da Presidência da República não ultrapassa a R$ 3,6 milhões de reais em valores nominais.” (ABr)

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Águas Contaminada

Estudo aponta contaminação em 70% das águas superficiais do Brasil

A poluição tornou 70% das águas de rios, lagos e lagoas do Brasil impróprias para o consumo. É o que aponta relatório editado pela organização não-governamental Defensoria da Água, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A pesquisa, que traz dados do período 2004-2008, envolveu 423 pesquisadores, 830 monitores de campo e cerca de 1.500 voluntários, que identificaram 20.760 áreas de contaminação em todo o país.

Em relação à primeira edição do documento, divulgado em 2004, a contaminação das águas superficiais cresceu 280%, dado que torna do Dia Mundia da Água, celebrado hoje (22), um momento de reflexão sobre a necessidade de medidas urgentes.

“Nesse ritmo, se nada for feito, nos próximos quatro anos 90% das águas estarão impróprias para o contato humano, sendo que atualmente mais de 70% já é imprópria para o consumo”, diz o texto dos pesquisadores.

As principais causas da contaminação são atribuídas principalmente ao agronegócio e à atividade industrial. “Há uma falta generalizada de controle e de fiscalização da geração, da destinação e do tratamento de resíduos, sejam eles urbanos, de saúde ou residenciais”, avalia o secretário-geral da Defensoria da Água, Leonardo Morelli.

De acordo com o relatório da ONG, a mineração, a produção de suco de laranja e de derivados da cana-de-açúcar são “destaques negativos” pelos problemas ambientais provocados pelo descarte inadequado de resíduos industriais e pelas conseqüências sociais ligadas aos empreendimentos, como exploração de mão-de-obra e avanço sobre áreas indígenas.

O documento critica ainda a “euforia” com a produção de biodiesel, o que, segundo a ONG, demonstra “uma tendência para a economia agrícola, com empresas petrolíferas altamente contaminadoras apropriando-se indevidamente do discurso do uso de elementos naturais que na verdade mascaram as tentativas de sobrevida dos combustíveis fósseis”.

O lançamento de esgotos diretamente nos rios e a exposição de resíduos em lixões também são apontadas como causas do crescimento contínuo da poluição das águas, principalmente em áreas urbanas.

“A existência de lixões continua sendo uma realidade irrefutável em mais de 4,7 mil municípios sendo que a deposição de resíduos sem controle ou proteção continua ocorrendo nas margens de cursos de água e proximidades de nascentes”, relata o texto.

Um agravante, segundo a ONG, é que menos de 3% dos lixões enquadram-se na categoria de “aterros controlados”, por exemplo. Além disso, o país conta com cerca de 20 aterros devidamente licenciado e com capacidade para receber lixo hospitalar infectante.

De acordo com o relatório, as 20.760 áreas de contaminação mapeadas pelos pesquisadores afetam diretamente cinco milhões de pessoas, além de outras 15 milhões de vítimas de impactos indiretos. (ABr)

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O legado de Franco Montoro

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O legado de Franco Montoro

Liderança de destaque na cena política brasileira durante décadas, André Franco Montoro (1916-1999) destacou-se pelo modo transparente de fazer política, marcado pela coerência ideológica, pelo desapego a cargos e pelo exercício da democracia em todas as funções que assumiu. Organizado pelo cientista político José Augusto Guilhon Albuquerque, O legado de Franco Montoro, co-edição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e da Fundação Memorial da América Latina, recupera a herança intelectual, política e moral do político paulista.

O livro é resultado de um projeto da Fundação Memorial da América Latina voltado para a formação de um acervo de depoimentos sobre Montoro, que incluiu também uma exposição e um seminário, realizados no ano passado. Mais do que uma simples homenagem, o projeto é um estudo sobre o homem e o político capaz de iluminar o presente e apontar caminhos futuros.

“O legado de Franco Montoro é imenso e multidimensional. Os tempos fizeram com que, hoje, uma de suas dimensões se destaque, ofuscando as demais: sua integridade moral, tanto de homem público como de pater familias, sem esquecer o homem de partido. Dentre as gerações de líderes políticos, empresariais, acadêmicos, sindicais e religiosos que se têm destacado em São Paulo e no Brasil, conheço poucos que não aprenderam alguma coisa com Franco Montoro”, diz José Augusto Guilhon Albuquerque.

“Montoro foi sempre muito popular e soube muito bem transformar essa popularidade em voto. Mas nunca se rendeu ao cultivo obsessivo da popularidade. Tampouco ignorou a necessidade de atingir o povo com um discurso simples e objetivo, envolvido em uma grande dose de entusiasmo”, escreveu o governado José Serra no capítulo em que traça um paralelo entre a ação de governo e a ação política de Montoro.

Homem de idéias e de ação, mobilizador de massas e campeão de votos, Montoro revolucionou a arte de governar, exercendo sua autoridade sem autoritarismo, abrindo espaço para a formação de novas lideranças e pregando e praticando o princípio da descentralização – referências muito valiosas principalmente nessa conjuntura da política brasileira, em que a falta de compromisso com o interesse público ganha cada vez mais terreno.

Democrata cristão, Montoro começou a fazer política nos anos 30, quando estudava na Faculdade de Direito da USP. Vereador, deputado estadual, deputado federal, ministro do Trabalho e Previdência Social durante o interregno parlamentarista de 1961-1962, senador, governador de São Paulo entre 1983 e 1987 e co-fundador do PSDB, Montoro converteu-se na mais importante liderança política no começo dos anos 70, em plena ditadura, ao comandar nacionalmente a campanha do MDB para o Congresso em 1974, quando o partido impôs a primeira grande derrota eleitoral à Arena, dando início ao processo que culminou com o fim do regime militar, onze anos depois.

“Montoro foi um estadista ímpar, além de jurista e professor universitário de destaque. Profundamente ético, foi um expoente da democracia participativa entre nós. Tinha a convicção de que a participação popular era um poderoso instrumento de aperfeiçoamento da democracia representativa. Artífice da Campanha das Diretas Já e pioneiro na defesa da integração regional latino-americana, Montoro teve uma trajetória que precisa ser mais conhecida, principalmente pelos mais jovens“, afirma Hubert Alquéres, diretor presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

A obra está organizada em duas partes. Na primeira, textos assinados por Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Muylaert, Rubens Barbosa, Marcos Giannetti da Fonseca, José Augusto Guilhon Albuquerque e José Serra, apresentados no seminário, dissecam aspectos da atuação política de Franco Montoro. A segunda parte traz depoimentos de 116 personalidades – recordações que compõem um amplo painel sobre a vida pública e privada do ex-governador – como Aécio Neves, Alberto Goldman, Almino Affonso, Bolívar Lamounier, Boris Fausto, Celso Lafer, Eduardo Matarazzo Suplicy, Geraldo Alckmin, João Sayad, José Goldemberg, Jorge da Cunha Lima, Miguel Reale Jr., Pedro Simon, Plínio de Arruda Sampaio e Yeda Crusius – além dos autores dos textos da primeira parte.

O legado de Franco Montoro
340 páginas
R$ 40,00

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DJ da Grife Armani em SP

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Jean Claude Ades, residente da Pacha Munique, vem a São Paulo

Italiano radicado na Alemanha, onde é residente da aclamada Pacha Munique, Ades chega à Pacha São Paulo no dia 28 de março, para discotecar ao lado de Rafael Yapudjian no Domo. Ele foi destaque da festa do último European MTV Awards e do fashion show de Giorgio Armani em Berlim, além da Love Parade. Dono do selo Swings e com faixas licenciadas para compilações da Ministry Of Sound, Great Stuff e Hed Kandi, é autor do hit “I Begin To Wonder”, que atingiu o topo das paradas dance em países como Itália, Reino Unido, França e Austrália. Na Terraza, Britto e Claudinho I fazem a festa.

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Feliz Páscoa

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Chocolate de Páscoa pode ser saudável

A Páscoa é a época em que as delícias invadem as prateleiras dos supermercados e da nossa casa. O chocolate torna-se desejado e apreciado por muitas pessoas, porém a dúvida em degustar a iguaria calórica persegue: será que eu não vou comprometer a minha boa forma? E a minha saúde?

Exageros a parte, nada nos atrapalha de comprar o ovo de Páscoa preferido e experimentá-lo com prazer. O chocolate, sem exceder as calorias, pode ser usado em nosso benefício. Considerado saudável e nutritivo devido aos seus componentes nutricionais, a guloseima torna-se um excelente aliado no plano alimentar. “A alta concentração de cacau que possui flavonóides, epicatequinas e ácido galático tem ação antioxidante e ajuda manter o coração e as células saudáveis”, completa a nutricionista Roseli Rossi.

Dicas importantes de como manter a tradição de saborear o chocolate e não comprometer a boa forma:
• Planeje seu almoço de páscoa com antecedência, escolhendo preparações e alimentos menos calóricos. Na refeição, coloque uma boa variedade de verduras e legumes temperadas com limão, azeite de oliva extravirgem, sal e ervas, evitando os molhos prontos para a salada. Escolha as carnes mais magras, sempre grelhadas, assadas ou cozidas. Como acompanhamento pode optar pelo arroz, batata cozida ou assada ou massa . Como sobremesa boas opções são frutas ou doces à base de frutas. Evite os mousses, pavês, tortas ou bolos com recheio, pois são muito calóricos pela alta concentração de gordura, não esqueça que mais tarde você irá ter vontade de abrir o ovo de Páscoa.
• O chocolate deve ser consumido de preferência no lanche da tarde ou da manhã, se possível sempre com um pedaço de fruta junto. Uma porção do tamanho de um bombom (30g). Coma devagar e com calma, isto fará com que a digestão seja mais lenta, e você ficará satisfeito com menos quantidade.
• Não pule refeições para comer o chocolate, faça suas refeições normalmente.


Dicas para o consumo dos ovos de Páscoa:
• Já existe no mercado ovos de Páscoa especiais como os diet/light, sem lactose, sem glúten, de soja. São opções para as pessoas que necessitam seguir dietas especiais como: intolerantes ou alérgicos ao leite e derivados, celíacos e diabéticos. Contudo, é bom lembrar que estes chocolates devem ser utilizados com orientação, pois, no caso do chocolate diet a quantidade de gordura presente é, geralmente, maior, não sendo indicado para indivíduos com colesterol alto ou sobrepeso.
• Observe as informações nutricionais das embalagens dos chocolates antes de comprá-los. Veja a quantidade de calorias que eles possuem e principalmente a de gordura.
• Quando for consumir, experimente um pedacinho e divida com seus familiares e amigos, assim, o chocolate acaba logo ou coma um pedacinho e guarde o restante em um recipiente, de mais difícil acesso, de forma que você possa ir consumindo aos poucos, ao longo de toda a semana, sem exceder a quantidade.
• Em relação à Colomba Pascal, pode ser consumida uma fatia fina, de manhã, no lugar do pão ou torrada.
• O chocolate meio amargo ou amargo são os mais saudáveis, eles possuem alta concentração de cacau (acima de 70%). O cacau possui flavonóides, epicatequinas e ácido galático que tem ação antioxidante e ajuda manter o coração e as células saudáveis. A regra é quanto mais escuro o chocolate, mais flavonóides ele tem, portanto mais saudável.
• A recomendação de consumo é de em média uma barra de chocolate de 30 gramas (160 calorias) por dia, porém isso não é uma regra e depende das condições nutricionais individuais.
• Evite os chocolates brancos, pois são feitos de manteiga de cacau, não possuem os flavonóides e possuem mais gordura. Evite também os trufados, com mousse, marshmallow e crocantes, pois estes ingredientes irão aumentar o teor de gorduras e calorias.
• O chocolate deve ser consumido de forma adequada, pode ser indicado também antes da pratica de atividade física, pois fornece energia. Pode ser consumido 1 hora antes com dosagem controlada e escolhendo o tipo de chocolate menos calórico e mais saudável.

Fonte:Clínica Equilíbrio Nutricional

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Páscoa: sinal de Vida

Sinal de Vida

Prof. Felipe Aquino

Desde Moisés, o povo judeu celebra a Páscoa para comemorar a passagem do Mar Vermelho, quando sucumbiram as forças do Faraó que perseguia o povo de Deus. Foi a passagem da escravidão do Egito para a liberdade da Terra Prometida por Deus a Abraão. Fiel às Sagradas Escrituras, Jesus Cristo também celebrou a Páscoa junto a seus Apóstolos na Última Ceia, quando nos deixou o memorial da sua Paixão: a Eucaristia.

A Páscoa cristã, então, é a celebração da Ressurreição de Cristo, a vitória da vida sobre a morte, o triunfo da graça sobre o pecado, da luz sobre as trevas. Cristo desceu à mansão da morte para destruí-la. Essa é a alegria e a esperança cristã. Toda criança, ao ser batizada, participa da morte e ressurreição de Cristo, sendo regenerada e vivendo uma vida nova na liberdade dos filhos de Deus.

Como trazia em si a essência de Deus e de homem ao mesmo tempo, Cristo pôde morrer como homem e oferecer à Justiça divina, como Deus, um sacrifício de valor infinito, conquistando para todos os homens, de todos os lugares e de todos os tempos, o resgate do pecado e da morte.

No mesmo domingo da Ressurreição, Jesus instituiu o Sacramento do perdão, a Confissão. Estava ansioso para distribuir aos homens o perdão que Ele havia conquistado com sua morte e Ressurreição. Por isso, no mesmo dia em que ressurgiu dos mortos, Ele enviou os seus Apóstolos a perdoar os pecados em seu Nome. “Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados serão perdoados” (João 20,22).

São Paulo afirma na Carta aos Coríntios que “Ele apareceu para mais de quinhentos, dos quais muitos ainda são vivos”. A verdade da Ressurreição de Cristo é que explica a força dos Apóstolos ao saírem pelo mundo pregando Jesus vivo e presente entre eles. Enfrentaram o império romano e o tornaram cristão. Enfrentaram os dentes dos leões sob Nero, Dioclesiano, Vespasiano, Domiciano e outros imperadores que os massacraram.

Foi na força da Ressurreição de Jesus que a Igreja sempre venceu todos os seus inimigos. Acreditar que a Igreja acumulou dois mil anos de vitórias sem acreditar na Ressurreição de Cristo, seria crer na possibilidade de um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição.

“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”, disse Cristo aos Apóstolos antes de subir aos céus. Essa frase, devemos carregá-la com coragem. Jesus venceu a morte, a dor e o pecado. Não temos por que temer.

Prof. Felipe Aquino é teólogo e apresentador dos programas Escola da Fé e Trocando idéias, na TV Canção Nova

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Pediatra será Demitida

Estado do Rio vai demitir pediatra que não atendeu bebê com dengue

Médica que faltou o plantão e deixou sem atendimento um bebê que morreu com suspeita de dengue será demitida pela Secretaria Estadual de Saúde. A menina Ana Clara Gonçalves, de sete meses, morreu na sexta-feira no Albert Schweitzer, mas, na véspera, a família havia procurado atendimento na UPA de Bangu, onde não havia pediatra.

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F1: GP Da Malásia

Classificação Final do GP da Malásia

1 Kimi Raikkonen FIN Ferrari 56 voltas em 1h31m18s555
2 Robert Kubica POL BMW Sauber a 19s570
3 Heikki Kovalainen FIN McLaren-Mercedes a 38s450
4 Jarno Trulli ITA Toyota a 45s832
5 Lewis Hamilton ING McLaren-Mercedes a 46s548
6 Nick Heidfeld ALE BMW Sauber a 49s833
7 Mark Webber AUS RBR-Renault a 1m08s130
8 Fernando Alonso ESP Renault a 1m10s041
9 David Coulthard ESC RBR-Renault a 1m16s220
10 Jenson Button ING Honda a 1m26s214
11 Nelsinho Piquet BRA Renault a 1m32s202
12 Giancarlo Fisichella ITA Force India-Ferrari a 1 volta
13 Rubens Barrichello BRA Honda a 1 volta
14 Nico Rosberg ALE Williams-Toyota a 1 volta
15 Anthony Davidson ING Super Aguri-Honda a 1 volta
16 Takuma Sato JAP Super Aguri-Honda a 2 voltas
17 Kazuki Nakajima JAP Williams-Toyota a 2 voltas

Não completaram:

Sebastian Vettel ALE STR-Ferrari a 17 voltas/motor
Felipe Massa BRA Ferrari a 26 voltas/rodada
Adrian Sutil ALE Force India-Ferrari a 51 voltas/saída de pista
Timo Glock ALE Toyota a 55 voltas/acidente
Sebastien Bourdais FRA STR-Ferrari a 56 voltas/rodada

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Video: Água

Água na América do Sul

Cerca de 25% da água doce do planeta está na América do Sul, mas a qualidade da água da região está ameaçada. Este ano, o Dia Mundial da Água traz como tema o saneamento básico

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