Homenagem a D. João VI
Ano do bi-centenário
O Sesc Rio homenageia a figura de D. João VI no bi-centenário de sua chegada à terra brasilis, e celebra sua acuidade política e a de seus conselheiros, responsáveis por iniciar o processo de transferência da família real para os trópicos, conferindo a seus contemporâneos e sucessores as condições necessárias para promoverem a Invenção do Brasil. (Sesc Rio)
Quando a corte do Rei D. João VI, fugindo do cerco das tropas de Napoleão Bonaparte, desembarcou no Rio de Janeiro dia 7 de março de 1808, o acontecimento foi mais do que um mero deslocamento – todo o futuro da então colônia, futuro país, mudou radicalmente. Era a primeira vez que uma corte se transferia em peso para uma colônia, trazendo não apenas seu poderio militar e político, mas sua cultura, arte, comportamento, idéias, uma bagagem profundamente transformadora que se infiltrou de imediato na vida da terra. No Rio de Janeiro, o impacto dessa transformação foi infinitamente multiplicado, em todos os campos – do urbanismo à economia, da música à moda, do casamento à culinária.
Rio de Janeiro, Capital de Portugal é a mostra que o Sesc Rio inaugura dia 4 de março, no Arte Sesc do Flamengo, abordando essas profundas transformações, ilustradas por uma cuidadosa linha do tempo que contextualiza os acontecimentos no mundo, no Brasil e em Portugal. Usando objetos de arte, música, painéis, projeções e maquetes a mostra também reúne e compara hipóteses de historiadores que especulam como seria o Brasil sem a vinda dos portugueses e acompanha transformações do comércio, da cultura, do comportamento e da cidade propriamente (veja cada um dos blocos no Box).
“Nos treze anos em que aqui residiu, D. João foi o artífice de uma série de iniciativas que resultaram na adaptação do Rio de Janeiro às exigências requeridas para a instalação de uma corte européia”, diz Stela Costa, coordenadora de Artes Visuais do Sesc Rio “Essas modificações preparariam o terreno para o processo que resultaria na Independência do Brasil e para o esboço do que seria futuramente uma Nação”.
No roteiro da mostra, o visitante vai ver como era a cidade do Rio de Janeiro e como viviam seus habitantes, antes e depois desse espetacular corte histórico que foi a chegada da Corte. Vitrines, gravuras (a mostra traz, por exemplo, gravuras inéditas, do acervo do Museu da Imagem e do Som, que retratam D João e D. Carlota infinitamente embelezados em relação ao que a História comprova), receitas, música, escultura, pintura, maquetes, textos e painéis explicativos nos cinco temas que conduzem esse olhar.
Rio de Janeiro, Capital de Portugal
Exposição em cartaz de 04/03/08 a 5/05/08
ARTE SESC – R. Marquês de Abrantes, 99 Flamengo - 21-3138-1343
(inclusive agendamento de visitas guiadas)
Funcionamento: de terça a sábado, de 12h às 20h / Dom, de 11h às 17h
Entrada Franca
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