OPINIÃO: Voltando às origens!!!!
“A história só se repete como farsa”
Karl Marx
Ao nos desperdimos do seculo 20, presenciamos uma cena que nos remete ao seculo XVI, mudando o cenário, ao invés, de indios, o governo brasileiro da época, no papel dos bandeirantes: empresários ibéricos, os presentes, outrora espelhos, nesgas de panos e vidros coloridos, agora trens sulcateados, que não serviriam mais à função na nossa antiga (?) metrópole. Neste tenebroso quadro, sem percebemos, voltamos a condição de colônia, sutilmente.
Por meio de leilões no mínimo duvidoso, demos de mão beijada ( D. João VI, adoraria ver isto) o príncipal banco estadual de São Paulo, e o nosso sistema de telefônia fixa, entre outros mimos.
Os escravos, outrora vindos da mãe Africa, em navios negreiros, agora voltaram na forma de trabalhadores terceirizados, chegando ao trabalho num sistema de transporte público horroroso ( nos trens supracitados, entre outros) servindo de mão-de-obranum perverso esquema, em que as empresas donas da que um dia foi nossa empresa telefônica, trabalham para uma prestadora de serviço pertencente ao mesmo grupo com sede na Peninsula terra-mãe de Pizarro, Cortez e Cabral. Não pagando com os antigos três “P” ( pão, para alimentar ; pau para castigar e pano, para vestir) mas sim pagam com mirrados salários, que estes novos servos da gleba recebem em troca de um trabalho extenuante, e estressantes - sim falo do famigerado telemarketing de péssima qualidade que recebemos ao entrar em contato com estas empresas.
Enquanto isto o poder judiciario faz vistas grossas, ao desrepeito as leis trabalhistas que estas empresas praticam sistematicamente, como no passado os velhos caciques faziam enquanto os bugres da mesma tribo ou de outras eram escravizados( eles tambem recebem a sua cota de vidros coloridos).
Penso que o Brasil de hoje não precise de um outro D. Pedro I, que promoveu a independência após um entrevero familiar e sim de um Simon Bolivar, ou mesmo dos patriarcas estados-unidenses, que provmoveram independência a base de muita luta, o que garante até hoje o orgulho e respeito pela sua soberania nacional.
Espero que em 2008, consigamos escapar da nossa prisão mental, e nos libertar, da nossa velha metropole, da nossa subserviencia cultural aos EUA. e enfim depois de 508 anos, sermos de fato, independentes.
O recado está dado!